Feno que rende!
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sábado, 03 de fevereiro de 2018
Victor Lopes<br>Reportagem Local 

Animais no pasto e safra em pleno movimento. Não importa se são cavalos, ovinos, caprinos ou pecuária, uma alimentação balanceada e de alta qualidade nutricional é fundamental para que o rebanho engorde e traga rentabilidade ao produtor. A partir de abril, quando a temperatura média cai e as chuvas se tornam mais escassas, fica mais complicado manter os bons níveis de alimentação e aí entra em alguns casos a suplementação para manter os bons níveis de engorda.
A conservação de forragens seja por silagem ou fenação são estratégias para que o produtor tenha alimento para o seu rebanho a partir desse período. E é preciso fazer um trabalho muito eficiente e estratégico para que tudo caminhe bem à partir daí. O assunto é destaque esta semana no programa Multi Agro, apresentado por Luly Barbero. A exibição inédita acontece amanhã (4) na MultiTV, às 8 horas, com reprises programadas durante toda a semana.
O médio veterinário do Departamento de Economia Rural (Deral), Fábio Mezzadri, explica que no Paraná os produtores costumam fazer essa suplementação na pecuária de corte com silagem de milho, que apesar de uma certa complexidade no processo de fermentação, acaba sendo mais utilizado. "Se trata de um processo de fermentação de 30 dias. Ele acaba sendo mais utilizado que a fenação porque nesse processo é preciso um maquinário específico caro e esperar a secagem, o que complica devido ao clima úmido do Estado".
Por outro lado, existe uma demanda elevada de produtores que procuram o feno de empresas que entregam a forragem pronta para o consumo dos animais. Na região de Londrina, 80% do feno produzido é seco, com 15% de umidade e que mantém as qualidades físicas e nutricionais por até um ano e meio. O outro tipo é o pré-secado, com umidade de 40% a 50% e precisa ser consumido no mesmo dia após aberto.
A Fenos Moritz - do médico veterinário Yurick Moritz e seu irmão, o biológo Patrick Moritz - está no mercado há 11 anos produzindo em torno de 30 mil fardos de feno seco anualmente numa área de oito alqueires na Warta. Eles investiram em maquinário e estrutura de armazenamento e atendem criadores de cavalos (60% da clientela) e de ovinos e bovinos do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. "A partir do mês de abril o consumo aumentou significativamente. Também comercializamos, no verão, para dias de campo e até para decoração", explica Patrick.
Ele dá algumas dicas aos produtores que resolveram adquirir feno seco para seus animais. "É preciso olhar para a coloração, sempre num verde claro/amarelado, a umidade, que se for armazenado errado pode soltar pó e odor, e ainda ver se não tem nenhum tipo de mato ou erva invasora no meio do feno", explica. A Fenos Moritz trabalha com as gramíneas coast-cross, tifton-85, desenvolvidas originalmente nos Estados Unidos e Europa. "Hoje posso dizer que se multiplicássemos nossa produção em 10 ou 20 vezes, teríamos comércio para ela, principalmente em estados com menos precipitações."
CRÉDITO PARA MILHO SAFRINHA
O programa Multi Agro também conversa com a equipe do Sicredi União, cooperativa de crédito que vai disponibilizar cerca de R$ 200 milhões para custos com preparação do solo, plantio, tratos culturais e colheita do milho safrinha. Os produtores rurais poderão contratar as linhas de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), além de outros com taxas de juros controladas.


