Marcos NegriniInteresseO silo-tubo chamou a atenção dos criadores que participaram do Dinâmica RuralDurante três dias da semana passada milhares de agricultores da região de Maringá tiveram a oportunidade de conhecer o que existe de última palavra em tecnologia rural. Promovido pela Sociedade Rural de Maringá, Cocamar, Colari, Cativa, Seab e Emater, a Dinâmica Rural 98 apresentou dois lançamentos nacionais de equipamentos, além de demonstracões de culturas, nutrição animal, informática rural e novos materiais para o campo.
Um dos organizadores do evento, o zootecnista Edson Poppi, comenta que a exposição dinâmica vem ganhando espaço sobre as feiras agropecuárias tradicionais em alguns aspectos. ‘‘Principalmente as indústrias de máquinas têm interesse neste tipo de demonstração, onde o cliente pode comparar o desempenho de cada equipamento’’, explica. Ele lembra que antes as indústrias só se reuniam no mesmo espaço em feiras estáticas, onde normalmente não existe espaço para a demonstração de máquinas e implementos.

Marcos NegriniMáquinas e equipamentos são colocados a prova diante dos produtoresNovidadesAs duas grandes novidades em termos de equipamentos na Dinâmica Rural de Maringá foram o silo-tubo e o pulverizador automático, lançado nacionalmente durante o evento. Fabricado pela Sinuelo, o silo-tubo é um equipamento acoplado a um tubo plástico de 1,5 metro de diâmetro por até 60 metros de comprimento. O silo-tubo substitui a trincheira ou bunker, permitindo o ensilamento de qualquer material seco ou úmido próximo do local de criação.
O plástico, de alta resistência, tem camadas interna preta e externa branca, impedindo a entrada de luz e oxigênio. O próprio equipamento que enche o tubo plástico faz a compactação do material. O silo-tubo pode ser dimensionado para capacidade de 20 a 70 toneladas, ocupando pouco espaço na propriedade. O plástico é descartável, mas o silo-tubo economiza mão-de-obra e deslocamento de máquinas para a alimentação de animais, com a instalação próxima das baias.
O pulverizador Condor AM12 Automático, da Jacto, apresentado pela primeira vez na Dinâmica Rural de Maringá, deve estar no mercado até o final de fevereiro. Com capacidade para 600 litros, o equipamento tem barras de 12 metros, com acionamento hidráulico para abertura, fechamento e regulagem de altura das barras e do quadro. O sistema de barras tem ainda amortecedores e balancins para absorver os impactos em terrenos acidentados e destrave para evitar danos em caso de choque das barras com obstáculos.
Todo o sistema é automático, permitindo que o operador acione qualquer comando a partir da cabine do trator. O promotor de vendas da Jacto, Makoto Sérgio Yassuda, explica que nos testes realizados a campo, o pulverizador apresentou um rendimento acima dos equipamentos disponíveis no mercado. ‘‘Trabalhando em média 30 hectares por dia, em oito horas de serviço, alcançamos um rendimento médio de 35% a 40% maior que os pulverizadores normais’’, afirma.
OportunidadeA Dinâmica Rural tem se transformado numa boa oportunidade para as empresas e revendas promoverem demonstrações de seus produtos. Há cerca de oito ou nove anos, comenta Poppi, as entidades de defesa dos interesses da agropecuária, como cooperativas, sociedades e sindicatos rurais, começaram a realizar as expodinâmicas. ‘‘Reunindo o maior número de empresas e de produtores fica mais fácil mostrar os resultados não apenas de equipamentos, mas também de insumos e novas tecnologias’’, afirma Poppi.
Na Dinâmica Rural deste ano 54 empresas tentavam ‘‘seduzir’’ o agricultor. ‘‘A grande vantagem aqui é que o produtor está vendo o que acontece com uma semente ou com um trator, e implementos, na prática. Assim fica mais fácil decidir na hora de comprar’’, explica Poppi. Ele informa que, para realizar a feira, a Sociedade Rural de Maringá arrendou uma área de 10 hectares, que começou a ser trabalhada há oito meses. ‘‘Procuramos trazer todas as novidades do mercado em termos de insumos, e agora para as demonstrações de máquinas e equipamentos’’, diz.
As lavouras foram acompanhadas pelos técnicos das entidades e empresas envolvidas, sempre buscando resultados dentro da média exigida para cada cultura. Toda produção, explica Poppi, será destinada à alimentação dos animais que participam da Expoingá, a ser realizada em maio próximo. Poppi lembra que a realização do evento atende a necessidade imediata do agricultor, que está voltando a comprar máquinas e equipamentos, e sempre em busca de novidades em termos de novos insumos.

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