Dois mil itens entre derivados de leite, embutidos e defumados, produtos de panificação, sucos, polpas e extratos, ervas medicinais e condimentares, cortes nobres de carnes, além de artefatos de couro, lã, artesanato e flores. Os produtos são frutos do trabalho de agricultores que estão transformando sua produção primária em produtos agroindustriais de qualidade, buscando novas alternativas de renda agrícola. Essa produção pode ser vista na 2ª Feira de Sabores do Paraná, que começou na última quarta-feira e que termina amanhã, em Curitiba.
A Feira está sendo realizada no Parque Barigui e é uma promoção do programa Fábrica do Agricultor, da Secretaria da Agricultura do Paraná. Com a participação de 350 agroindústrias apoiadas pelo programa, a previsão é comercializar R$ 10 milhões, superando o resultado do ano passado quando, em sua primeira edição, foram somados R$ 7,4 milhões.
Aumento de renda ‘‘Tão importante quanto os negócios realizados durante o evento é a aproximação dos pequenos agroempreendedores, existentes hoje em todos os cantos do Paraná, com o mercado consumidor’’, destaca o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antonio Poloni, um dos idealizadores do evento. Ele classifica a Feira Sabores como o caminho para a emancipação dos agricultores que estão transformando sua produção primária em produtos agroindustriais.
Para Poloni, na Feira, estes pequenos agricultores têm a oportunidade de expor seus produtos e fechar negócios com grandes redes de supermercados, hotéis, bares e restaurantes, entre outros.
Frutos do mar Esta será a segunda vez que o casal Souza participa do evento. Até meados do ano passado, antes de divulgar seus produtos na feira, Marlene e João Lazaroto Souza dominavam 30% do mercado de Pontal do Paraná e vendiam, na alta temporada, cerca de 500 quilos de pescados. Eles comercializam peixe fresco, congelados e pratos prontos. Depois que tornaram seu negócio mais conhecido, passaram a abastecer 80% do mercado e vender 2,5 toneladas. O lucro líquido saltou de R$ 2 mil para R$ 8 mil.
O empreendimento vai tão bem que, para cuidar melhor dos negócios, Souza está deixando a pescaria de que tanto gosta e teve que contratar oito empregados para ajudar no serviço. Souza ficou na administração e ajuda a mulher, o filho e outros três empregados na limpeza, preparo dos filés e pratos congelados. Parte do tempo tira para acompanhar as obras da futura sede da Agroindústria Lazaroto, com 150 metros quadrados.
Rede de negócios Este ano estão participando 15 empresas âncora, entre elas uma grande rede de supermercados, inclusive com participação na rodada de negócios durante o evento. ‘‘Com isso, a Feira dos Sabores passa a ser um referencial de negócios entre a pequena e a média agroindústria paranaense e os setores compradores, formando uma vitrine viva de demonstração, degustação, consumo, gastronomia e folclore étnico’’, destaca o coordenador do programa Fábrica do Agricultor, engenheiro agrônomo Luiz Damaso Gusi.

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