Na grade de programação dos eventos técnicos, a importância e a viabilidade da citricultura para região é um dos temas de destaque do ciclo de palestras da 18ª
Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial da Região de Cornélio Procópio (Expocop). Paulo Gatti Paiva, diretor de agricultura da Sociedade Rural de Cornélio (SRC), afirma que o conhecimento ajuda os produtores a elevarem os seus índices de produtividade e a qualidade da produção.
Ciro Daniel Marques Marcolini, técnico do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ministrará durante a Expocop uma palestra mostrando que investir na citricultura na região vale a pena, principalmente no que diz respeito à produção de laranja. Segundo ele, essa é uma cultura rentável desde que o agricultor adote boas tecnologias no sistema de produção, a exemplo de mudas com alto potencial genético.
Para isso, Marcolini destaca que, antes de tudo, o citricultor necessita ter um bom amparo de assistência técnica. Com a indicação ideal de tecnologia e o manejo apropriado, o técnico informa que o investimento é revertido em aumento na produtividade. Marcolini observa que, para se ter um bom ganho com a lavoura de laranja, a produção deve ficar acima de 50 toneladas de fruta por hectare. Segundo ele, há citricultores na região que já conseguem atingir 70 toneladas de laranja por hectare.
Mas, antes de começar a plantar a fruta, Marcolini afirma que o produtor precisa saber escolher o material genético que melhor se adapte às condições da região. "Além disso, o citricultor deve entender se a variedade escolhida também se adapta à altitude e do tipo de solo do local onde irá plantar." Marcolini afirma que plantar laranja é mais complicado em relação ao cultivo de grãos porque é uma cultura que necessita de muitos cuidados. Contudo, destaca ele, é uma atividade que possui uma rentabilidade de seis a sete vezes maior se comparada à soja ou milho.
Marcolini acrescenta que o produtor precisa ter paciência e ter um certo caixa para se manter nos dois primeiros anos de atividade, já que só a partir do terceiro ano é que a produção de laranja começa a dar retorno.

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