Em um ano o preço do feijão disparou quase 91% no mercado. O feijão é um produto consumido no mercado interno, mas em dólar a valorização dispara. Em pleno período de safra, a saca do feijão carioca está custando R$ 123,00 a saca de 60 quilos na Bolsa de Cereais de São Paulo. Há um ano atrás, o mesmo produto estava cotado a R$ 65,00 a saca.
A explicação para esse fenômeno está dividindo agentes do mercado e órgãos que fazem a estatística como o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral).
O mercado sustenta que houve quebra expressiva na produção do feijão das águas, cuja colheita está em andamento, e por isso os preços se sustentam. De acordo com o corretor Marcelo Eduardo Luders, diretor da corretora Correpar, o produtor não está segurando a produção de feijão que está com uma cotação excelente, ainda mais sabendo que em 40 dias, o produto perde qualidade e ele ganha menos.
O Deral sustenta que não houve redução da safra. Está havendo uma queda de braço entre produtores e cerealistas de um lado, e supermercadistas, de outro. O engenheiro agrônomo do Deral, Gilberto Martins Bello, afirma que o produtor está segurando a produção de feijão carioca como pode, para não arriscar perder em qualidade, e que a comercialização está muito lenta.

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