O mercado de feijão continua firme e com bons preços sendo repassados ao produtor. No Paraná, a segunda safra está praticamente colhida. O volume total de produção estimado pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab-Deral), é de 340 mil toneladas do grão. Desse total, 85% já foram comercializados. O produto que abastece o mercado hoje vem do Centro-Oeste do País, a maior parte de Goiás.
Para a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi, a escassez do produto no mercado associada aos bons preços favoreceram a agilidade na comercialização da safra. ''O mercado do feijão é muito volátil, com isso o produtor preferiu não arriscar.''
Pedro Bueno, gerente de uma empacotadora de feijão em Quatiguá, no Norte Pioneiro, confirma a informação de que não há mais feijão carioca produzido no estado disponível para venda. ''A mercadoria que sobrou no campo é de baixa qualidade e sem padrão para empacotamento'', diz. Esta semana, segundo ele o preço pago pelo produto na roça era de R$ 180,00 a saca de 60 quilos.
O feijão das secas ocupou 212 mil hectares contra os 145 mil ha ocupados pela mesma safra no ano passado - um aumento de 45%. Para a safra de verão, já em fase de preparação, a tendência aponta para a continuidade de crescimento das lavouras. A semeadura, segundo o Zoneamento Agrícola do Paraná, considerando as principais regiões produtoras, ocorre de 1º de agosto a 31 de outubro.
Margorete alerta também para o aumento no custo de produção, que deverá reduzir a renda do produtor. ''Não é um aumento motivado por boatos de inflação, mas de uma situação mundial favorecida pelas altas do petróleo e de muitas matérias-primas da produção. Só os fertilizantes sofreram reajustes de mais de 100%'', calcula.
O governo federal, continua a técnica do Deral, já sinaliza com ações de incentivo à produção, como o anúncio do preço mínimo de R$ 90,00.

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