Atentas aos efeitos negativos da ocorrência de febre aftosa no Mato Grosso do Sul, entidades de pesquisa garantem que a doença raramente afeta a saúde do homem. A afirmação é de Edviges Maristela Pituco, médica veterinária do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal do Instituto Biológico de São Paulo e membro do Comitê Técnico do SIC (Serviço de Informação da Carne).
  Segundo a especialista, a febre aftosa é considerada uma zoonose mas só afeta o homem se houver uma exposição massiva ou por uma predisposição do indivíduo. Nesse caso a transmissão pode ocorrer por contato com animais enfermos ou material infeccioso, por meio de lesões mínimas, como arranhões, quando o vírus penetra no organismo, ou pela ingestão de leite não pasteurizado. ‘‘A contaminação humana pela ingestão de carnes ou produtos lácteos não foi comprovada’’, explica Maristela Pituco.
  De acordo com dados do Instituto Biológico, a febre aftosa afeta a população apenas no aspecto econômico, pois traz barreiras à exportação de carne bovina brasileira. ‘‘A febre aftosa incide negativamente nas atividades comerciais do setor agropecuário, prejudicando o consumidor e a sociedade em geral e também pelas barreiras sanitárias impostas pelo mercado internacional de animais, produtos e subprodutos’’, afirma a especialista. Ela cita ainda os prejuízos aos custos públicos e privados, pelos investimentos necessários à prevenção, controle e erradicação da doença.
  O SIC (Serviço de Informação da Carne), segundo a assessoria de imprensa, é uma entidade sem fins lucrativos que atua em prol da carne bovina por meio de campanhas promocionais e informativas ao consumidor. A missão da entidade é esclarecer o consumidor sobre características, qualidades e benefícios da carne bovina.

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