Faturamento da Integrada pode chegar a R$ 500 mi
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sábado, 14 de dezembro de 2002
Reportagem Local 
A Cooperativa Integrada, de Londrina, informou esta semana ter superado as metas de faturamento de vendas previstas para este ano. Pelos cálculos iniciais seriam R$ 380 milhões, mas, em outubro, o faturamento já havia atingido R$ 415 milhões, um acréscimo de 8,5%. A Integrada espera fechar o ano com R$ 500 milhões.
A cooperativa foi fundada em dezembro de 1995 e, em apenas sete anos, se consolida como uma das maiores do Estado, com 3.247 cooperados e 1.151 funcionários. Nesse período, o volume de grãos recebidos pela cooperativa saltou de 277.902 t (em 1996) para 692 mil t este ano, um acréscimo de 149%.
Esse número só não foi maior por causa de fatores climáticos que prejudicaram a safra de inverno, principalmente o milho safrinha. A previsão para a safra 2002/03 é otimista. ''Esperamos receber mais de um milhão de toneladas de grãos na próxima safra. Isso representa um acréscimo de 45,85% em relação ao volume deste ano'', anuncia o diretor-presidente da Integrada, Carlos Murate.
Pelas estimativas da cooperativa, serão 300 mil t de milho e 213 mil t de trigo. Mais uma vez, o grande destaque será a soja. ''Para a próxima safra de verão esperamos receber 487 mil t, um acréscimo de 28% em comparação a este ano'', comenta o superintendente da cooperativa, Jorge Hashimoto.
Para acompanhar esse crescimento a Integrada vem investindo na ampliação das suas estruturas. Somente este ano, a capacidade estática passou de 368 mil t para 498,5 mil t, parte em função da parceria com Coopramil, que arrendou suas estruturas em Cambará, Andirá, Barra do Jacaré, Itambaracá, Bandeirantes e Santa Amélia para a Integrada.
Para a próxima safra de verão, essa capacidade vai crescer em mais 34.500 toneladas, graças a parceria entre a Integrada e o Banco do Brasil, que disponibilizou um recurso de R$ 10,23 milhões para ampliação das estruturas da cooperativa.
A verba foi concedida através do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop) e será destinada à construção de seis unidades de recebimento de grãos e à aquisição de uma unidade nova. Em Santa Mariana, Guaíra e Santa Cecília do Pavão serão feitas estruturas completas de recebimento e armazenamento de grãos. Essas obras representarão um acréscimo de 28 mil t na capacidade de recebimento da Integrada.
Também serão construídas três postos de recebimento de grãos em Panema, distrito de Santa Mariana, Mariluz e Malu, distrito de Terra Boa. Além da construção dessas unidades, a Integrada também adquiriu uma unidade de recebimento e armazenamento em Tamarana, que já está em funcionamento. As negociações com o Banco do Brasil começaram em julho e, em apenas seis meses, a verba já está disponível. ''Foi um trabalho bastante dinâmico realizado pela Integrada em parceria com o Banco do Brasil. Os trâmites legais foram cumpridos em tempo recorde e todas as obras estão dentro do cronograma'', comenta o gerente financeiro da Integrada, João Donizetti Dias.


