O triticale é utilizado pela indústria da alimentação, tanto humana quanto animal. ''As fábricas de ração têm optado pelo produto em substituição ao milho, por ser mais barato e por conter maior teor de aminoácidos essenciais como a lysina, maior até que o do trigo'', informa o pesquisador do Iapar, Carlos Riede. O cereal se destaca ainda quanto aos índices de proteína, também mais elevados que os do trigo.
Na alimentação humana a farinha do triticale é utilizada na fabricação de massas, bolos e biscoitos. Apenas para a panificação a farinha do triticale exige combinação com o trigo, pois tem baixa quantidade de glúten. ''Os moinhos utilizam o triticale num mix com o trigo para clarear a farinha, ou mesmo para balancear o teor de glúten, mas ninguém admite isso'', afirma Alfredo do Nascimento Júnior, pesquisador de melhoramento de trigo e centeio, da Embrapa Trigo, de Passo Fundo.
Uma proteína, a secalina, faz com que a massa seja mais ''grudenta'', o que atrapalha na fermentação ideal exigida pelo pão. Esse mesmo ingrediente, entretanto, faz com que os produtos sejam mais crocantes e menos esfarelentos. ''Há uma rede de pizzaria que só utiliza farinha de triticale, pois fizeram da massa crocante seu diferencial'', completa o pesquisador gaúcho. (C.G.)

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