Fapeagro, um ano de parceria no campo
Paulo Varela Sendin
O agronegócio paranaense ganhou, há um ano, um novo parceiro preocupado com seu progresso. Silenciosamente, sem muito alarde, uma nova instituição voltada para o desenvolvimento das cadeias produtivas do setor agrícola e agroindustrial do Paraná foi criada em 21 de novembro de 1996 e completou um ano ontem.
A Fapeagro - Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimeno do Agronegócio nasceu de uma preocupação dos empresários e técnicos que atuam nesse setor, ao observar as ineficiências derivadas da burocracia das instituições de pesquisa, que dificultam e, às vezes, impedem o adequado atendimento às demandas das empresas, cooperativas e produtores.
Mesmo contando com a boa vontade de técnicos e dirigentes de órgãos públicos de pesquisa, nem sempre as parcerias se efetivam, prejudicando a todos os envolvidos no processo produtivo e, principalmente, a própria sociedade que paga os impostos e, ao final, não vê o produto do trabalho dos pesquisadores transformar-se em alterações benéficas nos sistemas de produção, na proporção que seria possível ocorrer.
Com o intuito de amenizar esse problema e superá-lo, um grupo de técnicos se dispôs a trabalhar voluntariamente na organização da Fundação, contando para isso com a orientação do Ministério Público, responsável legal pela fiscalização das entidades funcionais. Em complementação ao trabalho de organização, houve ainda o aporte de recursos financeiros por parte desses voluntários, em conjunto com diversas empresas que atuam no âmbito do agronegócio, mostrando que uma boa idéia sempre conta com o apoio necessário à sua viabilização.
Graças a essa dedicação e aos recursos mobilizados, já no início de 1997 a Fapeagro pôde começar a trabalhar. Neste primeiro ano de vida foram assinados convênios de cooperação com o Iapar (que, além do convênio, tem dado apoio inestimável, pela dedicação de vários dos seus técnicos à Fundação), com a Embrapa-Soja e com a Universidade Estadual de Maringá, estando em vias de ser assinado também um acordo com a Universidade Estadual de Londrina.
Mais importante, no entanto, que os acordos genéricos, assinados ou em negociação, são os projetos efetivamente executados ou em execução, que demonstram que a Fapeagro não pretende ser apenas mais uma sigla, mas sim ter um papel de destaque no desenvolvimento do agronegócio paranaense. Fazem parte da carteira de projetos da Fundação, já terminados ou em andamento, estudos e pesquisa com soja, milho, plantas medicinais e avaliação de programas de governo.
A Fapeagro tem, também, prestado assessoria a empresas e realizado ou colaborado na realização de seminários, reuniões técnicas e outros eventos. Para a realização dessas atividades, 15 empresas podem ser contadas entre as parcerias da Fundação, além de organizações como o Iapar, a Embrapa-Soja, a Sociedade Rural, a Adetec, o Ipardes e outras.
Essa ainda modesta lista de atividades é, sem dúvida, apenas uma tímida amostra das possibilidades futuras da Fapeagro. O que se pretende é que, nos anos que vêm pela frente, novos desafios sejam vencidos e o impacto do trabalho da Fundação se amplie e seja cada dia mais significativo. Para isso é fundamental que a dedicação individual de cada um dos atuais colaboradores seja ampliada e, ao lado disso, que o apoio das entidades e empresas que até agora têm contribuído cresça ainda mais, viabilizando uma atuação mais significativa e impactante no agronegócio paranaense.
Como acreditamos no papel fundamental representado pela mobilização da sociedade, fato esse de que a Fapeagro é exemplo brilhante, temos certeza de que, no próximo ano, ao comemorarmos o segundo aniversário da Fundação, teremos um relato muito mais expressivo de realizações e vitórias alcançadas.
O autor é engenheiro agrônomo em Londrina; diretor-administrativo da Fapeagro.

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