FAO discute produção de alimentos no Brasil
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sexta-feira, 08 de outubro de 2010
Mauro Zafalon<BR>Folhapress 
São Paulo - Quando se fala em fome no mundo, o Brasil é sempre visto como uma das soluções. O caminho a ser percorrido para o País ser o celeiro mundial, no entanto, ainda é longo, segundo analistas do setor de alimentação.
Na próxima quinta-feira (14), em São Paulo, representantes da FAO e de entidades brasileiras, como Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), retomam as discussões com um olhar de como preparar o País para esse desafio.
Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, afirma que pesquisa e inovações dentro da porteira são temas que vão constar das discussões. ''São caminhos necessários para um aumento de produção de forma sustentável.''
Daher diz que é necessário fazer mais com menos e, para isso, integração lavoura-pecuária, biotecnologia e desenvolvimento de novas moléculas são fundamentais.
Tudo isso exige - além de tempo, talento e dinheiro do setor agropecuário- mais agilidade do governo.
Novas pragas estão a caminho do Brasil, trazendo resistência de insetos, fungos e ervas daninhas a produtos utilizados atualmente. A indústria tem uma lista de 500 novos itens na fila para apreciação dos órgãos que avaliam esse segmento.
As discussões do encontro não ficam restritas a assuntos internos à porteira das fazendas, mas vão além, segundo o executivo.
Consumo, abastecimento e distribuição de alimentos também devem estar no foco dos debates. Em alguns setores, como o de logística, ''já ficamos para trás e precisamos tentar recuperar o tempo perdido''. Daher destaca ainda a necessidade de uma reforma tributária, ''o que foi difícil de ser feito até agora''.
Aumento de produção exige investimentos, mas para isso o produtor necessita de renda, que está sendo corroída por um real fortalecido, afirma o executivo.


