A Fazenda Akolá possui área total de 485 hectares (ha) que foram divididos em 42 lotes entregues aos beneficiados pelo Banco da Terra. De acordo com os técnicos em agropecuária Paulo Mrtvi e Ocimar Taroco, respectivamente da Emater e da secretaria municipal de Agricultura e Abastecimento de Londrina, cada família recebeu 8 ha de área agricultável e 3 ha de mata, além de recursos para construir as casas e estruturar a propriedade. O hectare foi vendido ao governo federal por R$ 2.880. O financiamento totaliza R$ 40 mil para cada lote, que serão pagos em 20 anos, com três anos de carência e juros de 8% ao ano. Os produtores também receberam R$ 9,5 mil pelo Pronaf, que serão pagos com juros anuais de 1,15%.
Podem se inscrever no programa arrendatários, porcenteiros e trabalhadores rurais que comprovem atuação na atividade agropecuária pelo menos nos últimos cinco anos. Outro requisito é formar um grupo com no mínimo cinco famílias para pleitear o finaciamento. Em São Luiz, a união dos 42 novos proprietários foi orientada por sindicatos de trabalhadores rurais, Emater e secretaria municipal de Agricultura, resultando na criação da Associação dos Produtores da Fazenda Akolá, que viabilizou a compra conjunta de insumos e vai auxiliar na hora de comercializar a produção.
Os beneficiados também devem morar na propriedade, por isso, os técnicos informaram que o prazo para todos se estabelecerem nas novas terras é até junho do ano que vem. Em Londrina, já há dois grupos de produtores estabelecidos em terras próprias graças ao programa, e 30 outros grupos estão pleiteando o benefício.
Ocimar relatou que é necessário cultivar pelo menos três ha da área com culturas comprovadamente rentáveis que garantam o pagamento do financiamento. Vinte e oito famílias manifestaram intenção de plantar café, mas diante do microclima desfavorável à atividade, estão estudando a possibilidade de também plantarem laranja. As famílias restantes vão investir na olericultura e todas plantaram cará, inhame, batata doce e milho. ''Alguns produtores que possuem experiência na comercialização desses produtos auxiliarão o grupo. É uma forma de fazer dinheiro mais fácil'', disse.
Para o técnico Paulo Mirtvi, a fixação das famílias na zona rural através do Banco da Terra funciona de forma eficiente porque todo o processo é seriamente fiscalizado. Ele observou que antes da área ser comprada pelo governo federal, é feita uma vistoria para analisar se a terra tem condições de ser produtiva. Nas áreas destinadas aos assentamentos de sem-terra, esse processo não se realiza. Quando as propriedades são invadidas, comentou, as condições de fertilidade não são investigadas. (C.A.)

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