As 20 famílias do Assentamento Santa Maria moram em casas padronizadas de 65 metros quadrados, próximas uma das outras, logo na entrada da propriedade. A maior parte das moradias foi construída com recursos próprios. Recursos provenientes do crédito de habitação. Na época, cada família recebeu R$ 800,00 para a construção da casa, mas por uma decisão da cooperativa, boa parte dos recursos foi utilizada na compra de um trator.
Há cerca de dois anos, o assentamento foi contemplado com recursos do Paraná 12 meses. Os R$ 45 mil destinados pelo governo foram gastos na compra de uma caldeira e equipamentos para a industrialização de doce de leite, melaço e rapadura.
O assentamento também já recebeu ajuda do antigo Programa de Crédito Especial para Reforma Agrária (Procera), mantido pelo governo federal, e de instituições e pessoas que simpatizam com o sistema coletivo implantado no local. Uma universidade da Espanha enviou há cerca de seis anos uma equipe de técnicos e construiu com recursos estrangeiros a indústria de doces que funciona no assentamento. A instituição doou um secador usado na produção de bananas desidratadas que são vendidas para toda região com a marca Copavi. O secador funciona a energia solar.
O próximo desafio será a produção de cachaça artesanal. Com recursos estaduais já garantidos (R$ 30 mil), serão comprados equipamentos para a produção do aguardente que deve ser vendido para a Alemanha.

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