Família transformou propriedade e evitou êxodo rural
Entre as histórias de sucesso dos produtores de orgânicos dos quatro cantos do País relatadas no livro "Alimentos Orgânicos no Brasil História, Cultura e Gastronomia", a do descendente de poloneses de Campo Largo, Leonardo Kimiecik, chama a atenção por um motivo em especial: graças aos orgânicos, ele não entrou nas estatísticas de êxodo rural e não precisou trabalhar como motorista de ônibus na cidade.
Endividado devido à utilização de agrotóxicos nas lavouras de milho, feijão, cebola e batata, a família estava com as malas prontas quando deu o tiro de misericórdia: participou de um curso de agricultura orgânica oferecido no município. Hoje, quando olha para sua vida, certamente não imagina um destino mais promissor. Na propriedade de 16 hectares produz uma infinidade de alimentos livres de agrotóxicos.
O melhor de tudo: vende com facilidade tudo que colhe em uma das principais feiras de orgânicos onde possui banca, no Jardim Botânico, em Curitiba. "Só de alface são seis tipos, mais dois de couve, dois de repolho, além de batata, cebola, rabanete, abobrinha, morango, tomate, pepino, cenoura", elenca Kimiecik, nas páginas do livro.
Em boa parte da propriedade Kimiecik utiliza estufas para diminuir a chance de ser infestado por pragas e ainda controla a irrigação de forma mais efetiva. A chance de ficar na boleia do ônibus ficou no passado, junto com o plantio convencional das culturas. (V.L.)





