Família Takemura está pronta para atender ao mercado
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sábado, 23 de outubro de 2010
Célia Guerra<BR> Reportagem Local 
De casa nova, a produção da família Takemura, em Londrina, está pronta para atender parte da demanda de flores para o Dia de Finados, na região, considerada a principal data para a venda dos vasos. Este ano, segundo Sandro Takemura, estão sendo cultivados apenas 30 mil vasos de crisântemos. O volume representa menos de 40% do que habitualmente cultivam neste período. ''Como tivemos que mudar o local de produção, não tivemos tempo suficiente para instalar todas as estufas'', justifica. A chácara que ficava em um bairro na zona leste de Londrina, transferiu-se para o distrito Warta (Zona Norte). ''A cidade nos expulsou de lá'', brinca o empresário, completando que para o ano que vem a produção estará normalizada. Ele calcula que possa faltar flores no mercado.
Takemura destaca que o baixo custo de produção e o fácil cultivo da variedade em vasos, tornou o crisântemo a principal flor da data dedicada às pessoas falecidas. ''A prevenção da Dengue não permite flores em vasos com água. E mesmo os vasos só podem entrar nos cemitérios sem embalagens pláticas'', lembra o empresário. Ele calcula que o preço de comercialização varie entre R$ 7,00 e R$ 8,00. ''O preço de atacado é de R$ 3,30. Em média são acrescidos 50% a esse valor para cobrir os custos de transporte e dos pontos de comercialização no varejo. O ganho é garantido pelo volume de venda. A flor não é um item que permite agregar muito valor'', informa.
Os crisântemos chegam ao mercado com aproximadamente 10 variações de cores como os amarelos, vermelhos, brancos, listrados. O produtor destaca que para esta flor há mercado o ano todo. Mas a família produz outras variedades, inclusive de flores de corte, com produção em campo, mas que ainda não foram implantadas na nova propriedade. ''Estamos cuidando das mudanças com recursos próprios, então fica difícil trazer tudo de uma só vez'', diz Sandro Takemura. ''O mercado exige diversificação de produtos. Estamos investindo também no cultivo de novas variedades como a rosa do deserto e a begônia.'' A família é a mais tradicional no cultivo de flores em Londrina. ''Meu pai iniciou a atividade há mais de 40 anos'', diz ele.


