Arquivo FolhaAmeaçaSaúde dos rebanhos paranaenses pode ser prejudicadaO presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná, Paulo Moreira Borba, chama a atenção do Governo do Estado e alerta a sociedade sobre os sérios problemas de defesa sanitária dos rebanhos do Paraná, que podem ser comprometidos pela falta de médicos veterinários.
As ações de defesa, sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, envolvem a execução de programas como combate à febre aftosa, peste suína, raiva e brucelose. O quadro de veterinários da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) será drasticamente reduzido, e das 104 unidades veterinárias existentes no Paraná, 57 ficarão sem atendimento veterinário.
Mais de 65% dos veterinários da Inspeção Sanitária serão dispensados. ‘‘Essa redução de técnicos vai afetar a continuidade dos serviços de defesa e de inspeção de produtos de origem animal, em prejuizo da economia do País, dos pecuaristas e da população, que correrá maiores riscos de consumir carne, leite e seus derivados sem a devida garantia de qualidade, proporcionada pela inspeção junto às instituições’’, argumenta Paulo Borba.
‘‘Diante da grave situação, apelamos ao Governo para que viabilize, a curto prazo, a contratação dos profissionais a fim de reposição do quadro técnico, inclusive, oferecendo-lhes melhor estrutura de trabalho, como equipamentos e veículos, necessidades bastante sentidas’’, argumenta o presidente do Conselho.
O veterinário Paulo Borba lembra que o Paraná está prestes a ser declarado pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) como área livre de febre aftosa, já que na primeira quinzena de maio completará dois anos sem registro de nenhum foco da doença, o que vai possibilitar ao Estado ampliar as exportações de carne e derivados, garantindo, também, retorno financeiro aos pecuaristas.

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