Faltam incentivos, reclama o presidente da Associação
Apesar da satisfação os agricultores do sistema orgânico da região de Londrina não escondem o desapontamento pela falta de incentivos do governo e do pequeno interesse da pesquisa. Eles reclamam ainda de dificuldades de comercialização, especialmente dos hortifrutis, pela ausência de um espaço adequado; e de transporte para centros maiores como a cidade de São Paulo.
O presidente da Associação de Produtores Orgânicos da região de Londrina (Apol), Lauro Tetsuo Okamura, destaca que a organização dos agricultores e fundamental para a sobrevivência. Além da troca de experiências, a associação trabalha por melhorias na comercialização. Okamura destaca ainda que a associação facilita o escalonamento da produção para que possam atender a demanda de mercado e ter o que vender o ano todo.
Recursos próprios, segundo okamura, permitiu que os agricultores investissem no sistema produtivo orgânico e no aumento das propriedades. Como a maioria deles são descendentes de orientais, grande parte do dinheiro veio do Japão. Ele mesmo ficou naquele país por pouco mais de dois anos.
Sobre a pesquisa, o presidente da Apol, destacou que faltam técnicas que os ajudem a lidar especialmente com o controle de doenças e pragas. Ele cita o problema que enfrentou esse ano com o percevejo na lavoura de soja orgânica. ''Os percevejos migram das lavouras convencionais após a aplicação de inseticidas e infestam as nossas áreas''. Ele destaca ainda que faltaram vespinhas para o controle biológico da praga. Pois o único fornecedor é a Embrapa. Okamura diz que pretendem viabilizar a instalação de um criatório próprio, sob orientação do órgão de pesquisa.
Outra discussão citada pelo presidente da Apol e o da transformação da associação em uma cooperativa. Para isso, eles visitaram esta semana uma cooperativa de orgânicos na cidade de Jaboti (110 km ao sul de Jacarezinho).





