Falta política setorial
Na opinião de Zilmar José de Souza, assessor em bioeletricidade da Unica e professor da FGV em agroenergia, ainda faltam políticas mais específicas para o setor e um maior volume de financiamentos Além disso, acredita que a energia gerada a partir de fontes renováveis, que oferecem mais benefícios para o meio ambiente, deveria ser melhor remunerada
''O governo poderia ser mais ousado na contratação da energia de algumas fontes, como a cana-de-açúcar Poderia oferecer mais leilões e remunerar melhor'', afirma Souza Ele ressalta que entre as vantagens da energia gerada a partir da cana é que ela complementa a fonte hídrica
Conforme Souza, a cogeração de energia ainda cresce de forma tímida no País, mas a previsão é que até 2020 tenha algo como 13,158 MW/médio em atividade Ele admite que os investimentos são altos, mas possíveis O setor, observa o especialista, está retomando um ciclo de investimentos e a tendência é acelerar o processo daqui para frente
O superintendente da Associação dos Produtores de Bionergia do Estado do Paraná (Alcopar), Adriano Dias, também concorda que faltam incentivos por parte do poder público em partes do processo Ele elenca que entre algumas coisas que poderiam ser melhoradas está a reavaliação das exigências para financiamento e da tarifa aplicada pelas empresas compradoras dessa energia (E Z )





