Falta organizar oferta de orgânicos
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de novembro de 2002
Érika Pelegrino<br>Folha Rural 
Dois meses depois de inaugurar uma loja de produtos orgânicos em Londrina, a pesquisadora Sueli Martinez já tem dados suficientes para avaliar a produção, a comercialização e o consumo desses produtos.
Ela afirma que a procura por alimentos orgânicos ainda não é muito grande, mas vem crescendo. Falta regularidade na oferta de alguns produtos que podem ser produzidos o ano todo.
A maioria dos consumidores chega à loja através de amigos, recomendação médica e da mídia. ''Eles começam a comprar e tornam-se clientes. É interessante, porque as pessoas não entram e compram, simplesmente, eles querem trocar idéias sobre qualidade de vida, nutrição'', afirma Sueli Martinez.
A grande dificuldade enfrentada é quanto a oferta de produtos. A pesquisadora trabalha com grandes comercializadoras como a Terra Preservada (PR) e a Korin (SP). Na região, segundo ela, ainda é pequena a quantidade de agricultores produzindo orgânicos certificados (selo que garante que o processo todo é livre de agrotóxicos e a com água tratada).
Sueli Martinez afirma que a produção é limitada e carente de organização. Segundo ela, é preciso uma produção escalonada para que não faltem produtos que podem ser produzidos o ano todo. ''A alface americana, por exemplo, acabou. Isto não pode acontecer. Eu já conversei com a Apol (Associação de Produtores Orgânicos de Londrina) para que seja feito este escalonamento. Eles estão se organizando''. A prdoução de frutas também é limitada.
Os produtos perecíveis derivados de queijos e leites, por exemplo, também não são produzidos na região. ''Acabamos não comprando porque é preciso um caminhão refrigerado para trazer'', afirma. ''Este é um filão do mercado que está descoberto na região Norte''.
Serviço: Orgânica Alimentos, rua Souza Naves, 1664.


