Falta de sementes preocupa produtores
Com um aumento de área em 10% na safrinha de milho deste ano, algumas sementes híbridas já começam a faltar no mercado. Para Margorete Demarchi, engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), aqueles que já se programaram para o plantio da atual safrinha no ano passado, estão com os estoques cheios. ''Aqueles que optaram pelo plantio tardiamente vêm sofrendo com a falta de matéria-prima'', avalia.
Produtores da região de Ubiratã não estão encontrando, por exemplo, variedades de milho precoce. ''Queremos antecipar o nosso plantio, mas ainda não conseguimos sementes'', afirma o produtor Edgar Modoyana. Margorete revela que a falta de sementes híbridas de milho já vem faltando desde setembro do ano passado. Embora, segundo ela, não deva faltar sementes para quem vai plantar milho.
Onivaldo Dante, de Cambé, deverá plantar nesta safrinha, depois de dois anos sem cultivar milho, 200 hectares. Para evitar o problema da escassez de sementes, ele comprou todo o estoque em outubro do ano passado, já prevendo uma possível falta do produto. ''Resolvi voltar a atividade depois de ver a melhora nos preços do grão, mas isso foi planejado'', explica.
Nesta safrinha, o Paraná deverá plantar 1,9 milhão de hectares de milho, ante 1,7 milhão do ano passado. Para o atual ciclo, explica Margorete do Deral, muitos agricultores estão migrando do trigo para o milho, já que o valor da commodity está em elevação perante as outras culturas de inverno, que vêm decaindo nos últimos ciclos. (R.M.)





