Falta de plano de controle fecha mercados
Curitiba - Todo o mel brasileiro tem condições de ser vendido como orgânico porque o País não usa medicamentos veterinários, afirma o veterinário do Deral/Seab, Roberto de Andrade Silva. A União Européia (UE), segundo ele, tem criado restrições ao produto brasileiro porque exige exames que monitorem a qualidade. Silva lembra que o Brasil tinha o Plano Nacional de Controle de Resíduos mas não implantava.
A partir do embargo da UE, em vigor desde março do ano passado, o Brasil foi obrigado a implantar o plano. A UE vetou o produto brasileiro porque não tinha equivalência com o mel europeu no que se refere às diretrizes para controle de resíduos provocados por antibióticos, agrotóxicos, bactérias, entre outros.
A União Européia, conforme Silva, é o único mercado que ainda apresenta restrições ao produto nacional. Os europeus deram prazo para o Brasil implantar o plano e o ''veredicto'' é esperado para o segundo semestre deste ano.
O Plano Nacional de Sanidade Apícola já passou por consulta pública e agora está no Ministério da Agricultura para formalização. Hoje a sanidade do mel é regida por portarias, decretos e instruções normativas do Ministério da Agricultura. O plano permitiria uma uniformização maior de todos os procedimentos na área. avalia.
Até 1956, o Brasil, lembra o técnico da Seab, só tinha abelhas européias, de coloração mais amarelada, menos produtivas e mais suscetíveis a doenças. A partir disso, o governo brasileiro enviou um pesquisador à África em busca de novas espécies. As abelhas africanas que foram trazidas ao Brasil ''escaparam'' e o resultado disso foi positivo porque a ''mistura'' gerou uma abelha mais resistente e produtiva.(A.B.)





