Sheila Taz, meteorologista do Simepar, afirma que desde maio deste ano o índice de chuvas tem sido menor se comparado ao mesmo período do ano passado. "Demora muito para chover e, quando chove, vem muito forte, o que é ruim para a agricultura", explica a meteorologista. Segundo ela, nessas chuvas rápidas e fortes não dá tempo da terra absorver a umidade que necessita.
A partir de dezembro, salienta Sheila, as chuvas deverão ocorrer com uma certa regularização, ou seja, serão mais constantes. Contudo, frisa ela, as precipitações não devem voltar totalmente ao normal neste final de ano. "Essa notícia não é um alívio, mas uma luz no final do túnel", observa. Ela acrescenta que as chuvas deverão ocorrer isoladas, o que não chega a ajudar muito os agricultores.
Em outubro, quando as primeiras áreas de soja começaram a ser semeadas, a média de precipitação no Estado chegou a 8 milímetros (mm), contra 231 mm registrados no mesmo período do ano passado. A média de novembro até o momento está em 35 mm, contra 98 mm de média de precipitação registrada em todo mês de novembro de 2013. "O solo está muito seco", lamenta Sheila. (R.M.)

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