Falta de acesso ao crédito e assistência técnica são gargalos
Possuir a licença ambiental para exercer a piscicultura significa também ter acesso às linhas de crédito para incrementar a produção. Muitos produtores, inclusive, desconhecem que existe um Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que disponibiliza mais de R$ 4 bilhões em crédito e investimentos para fortalecer o setor pesqueiro, tornando-o mais produtivo, competitivo, inclusivo e sustentável. O crédito é oferecido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal e cooperativas de crédito.
O coordenador estadual da cadeia de aquicultura e pesca do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Luiz Danilo Muehlmann, explica que muitas vezes o produtor trabalha com recursos próprios que não são muitos o que torna inviável o aumento da produção. "Em alguns casos, aumentar a produção é extremamente simples. Equipamentos de aeração nos tanques e aumento de ração pode fazer, por exemplo, uma produção saltar de 10 para 20 toneladas por hectare tranquilamente."
Além da licença ambiental, que introduz o caminho de acesso ao crédito, outro ponto importante é a assistência técnica para atender os piscicultores. Muehlmann reconhece o atendimento através do Emater é deficitário, justamente pela falta de profissionais. "Tínhamos que pelo menos triplicar o número de profissionais. Devido à tecnologia que envolve a atividade, é necessário uma atenção desde o início do trabalho."
O presidente da Associação Norte Paranaense de Aquicultores (Anpaqui), Marcos Roberto Moreno, também salienta que a assistência técnica é deficitária. "A cultura de produção de peixe ainda é pequena, por isso a importância de uma fiscalização e assistência técnica constantes."
O coordenador do Emater complementa dizendo que com os licenciamentos saindo com agilidade, o fácil acesso ao crédito e melhoria na extensão rural, é possível que a taxa de crescimento da cadeia no Estado salte de 10% para 20% ao ano. "Outro ponto que precisa ser melhorado é a organização dos produtores", complementa. (V.L.)





