Falhas a corrigir
A maior fatia da exportação da soja brasileira ainda é na forma in natura ou farelo, o que desloca para outros países o valor agregado que o produto poderia ter se fosse manufaturado no Brasil.
Junto com os grãos vão também a oportunidade de gerar mais empregos e divisas para o País com a instalação de indústrias. Para a exportação da soja industrial alguns países chegam a tarifar em mais de 30% o produto brasileiro. A venda in natura não tem tarifação.
O pesquisador Antônio Roessing, da Embrapa Soja, acredita que na medida que haja aumento na demanda mundial e a necessidade maior pelo produto essas tarifas possam ser reduzidas.
Cerca de 40% da soja brasileira é exportada na forma de óleo. A exportação de farelo chega a 70%. No caso dos grãos, o mercado externo absorve 40%. O consumo interno é de 11 a 12 milhões de toneladas da oleaginosa.
O maior consumo da soja no mundo é atrelado à produção de carnes, com o uso do farelo, componente da alimentação animal. O consumo humano não chega a 5%. O que atrai tantas atenções o grão é a proteína que ele contém.
No esmagamento da soja o resultado é de 80% de farelo e 20% de óleo. Quando esse óleo é refinado é extraída a lecitina, usada numa infinidade de produtos alimentícios. (C.B.)





