Faep orienta produtores
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Os produtores com títulos de custeio alongado (adquiridos entre 2003 e 2006) que vencem dia 1º de julho, já devem procurar os bancos para as negociações. As dívidas a vencer até o final do ano têm até 30 de setembro para a avaliação.
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) alerta que os produtores que vão pleitear renegociação das dívidas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos custeios de safras anteriores, devem ficar atento aos seguintes pontos:
n A renegociação de dívida não é automática e depende de análise caso a caso nos agentes financeiros;
n Apenas o produtor que não tiver capacidade de pagamento para quitar as dívidas deve recorrer à renegociação. Os bancos serão seletivos e somente renegociarão dívidas de quem realmente precisa;
n Para renegociar as dívidas, é necessário sempre formalizar uma carta com o pedido em duas vias, guardando a via protocolada pelo agente financeiro. O Banco do Brasil possui modelo próprio de renegociação;
n O produtor também precisa formalizar o pedido de redução de juros previsto na renegociação, nos casos de investimentos de Finame e Moderfrota com taxas acima de 10,5%. O novo critério de juros é vantajoso para o produtor;
n Não existe desconto para quitar a parcela em 2008 nas dívidas de custeios empresarial alongados e nos investimentos. O desconto para custeio das safras anteriores é para os programas de Pronaf;
n A redução de juros de FAT Giro Rural, custeios alongados e Proger e dos investimentos não é retroativa, ou seja, não incide sobre o passado e vale de julho para frente;
n Os produtores que renegociarem as dívidas de investimento não poderão contrair novos empréstimos de investimento do BNDES e Finame em nenhum agente financeiro até a liquidação total do contrato renegociado;
n O produtor que renegociar qualquer dívida, deve estar ciente de que estará aumentando sua classificação de risco nos agentes financeiros e isso poderá dificultar a liberação de novos recursos de crédito rural.


