A Faep fez esta semana um alerta aos brasileiros que viajaram para a Coréia do Sul para assistir aos jogos da Copa do Mundo para que tomem as precauções, ao retornar, no sentido de evitar que, involuntariamente, tragam para o Brasil o vírus da aftosa. O médico-veterinário Alexandre Jacewicz, assessor de pecuária da Faep, lembra que, conforme recomendação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Coréia do Sul reconhece oficialmente a doença nas províncias de Kyonggi e Chungbuk. Há 12 focos do vírus O1 (cepa panasiática), que não existe na América do Sul.
A preocupação é válida especialmente porque, segundo o veterinário, não há vacina no Brasil contra esse tipo de virus.
O técnico, que trabalhou no projeto do ‘‘Paraná livre de aftosa com vacinação’’, recomenda: Os torcedores não devem visitar as regiões contaminadas. O vírus da aftosa é altamente contagioso e permanece no ambiente, oferecendo grande resistência. Na pele e nas mucosas (fossas nasais e faringe) ele sobrevive de 24 a 48 horas. Nas roupas, fica alojado por até 68 dias, reduzindo este espaço de tempo para 35 dias quando se hospeda em sapato de couro.

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