Faep ainda espera apoio a pequenos avicultores
O aumento no preços das matérias-primas gerou grave crise financeira para as pequenas e médias agroindústrias paranaenses. Consequentemente, os produtores integrados a essas empresas ainda vivenciam situação econômica complicada. "As pequenas e médias empresas não receberam a atenção do governo e ainda passam por dificuldades. Todos os pleitos feitos pela Faep para socorrer o setor e minimizar os reflexos do aumento dos custos não foram atendidos", critica o médico veterinário da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Celso Doliveira.
Na semana passada a entidade encaminhou mais uma solicitação ao governo federal, lembrando que a avicultura envolve mais de 19 mil produtores, 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos no Paraná, gerando um Valor Bruto da Produção de R$ 5,4 bilhões. Entre as reivindicações estão a prorrogação automática das parcelas de crédito rural dos programas de investimentos e do Moderagro do BNDES para avicultores e indústrias. "Algumas empresas pararam ou diminuíram a produção, deixando produtores sem rendimento para honrar financiamentos. Isso gera uma instabilidade social muito grande, pois a economia de alguns municípios depende da avicultura", justifica Doliveira.
Outra demanda é a criação de uma Linha de Crédito para Capital de Giro para as indústrias com prazo de reembolso de 72 meses. A Faep também solicita a alocação imediata de recursos para apoio à comercialização de milho no Paraná para equacionar o abastecimento e equilibrar os preços. O subsídio federal para venda de estoques do Mato grosso e de Goiás só chegou até o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo a Faep, o apoio com as vendas de milho em balcão, de janeiro a agosto, totalizou 326,9 mil toneladas, das quais o Paraná foi contemplado com apenas 5 mil toneladas.
Mas Doliveira ressalta que a atividade é competitiva graças ao alto grau de tecnologia e organização do setor e também à tendência permanente de aumento do consumo. "O otimismo, no entanto, é para quem está bastante organizado e com boa gestão. Outro grupo, que não é pequeno, ainda vai sofrer com as dificuldades", pondera.(M.F.)





