Nos 80 alqueires de soja do produtor Samuel Romero Sanches, a palavra convencional ficou esquecida no passado. Há seis anos, ele resolveu apostar na biotecnologia com o objetivo de facilitar a sua vida no campo: nunca mais voltou atrás. No primeiro ano, a semente transgênica foi semeada em 50% da propriedade e a convencional nos demais 50%. Mas Sanches logo percebeu que seria inevitável aumentar estes números. Hoje toda a produção é geneticamente modificada.
O produtor se lembra que quando foi exposta a praticidade que a biotecnologia oferece, ficou impressionado. "O controle de ervas daninhas era muito complicado com a convencional. Exigia muitos herbicidas, forçando-nos a entrar pelo menos quatro vezes na lavoura. Agora, com duas aplicações de glifosato tudo está limpo", comemora.
Nos cálculos do produtor, o manejo da soja convencional também resultava em mais perdas do que com a transgênica. "Há seis anos, quando coloquei as duas na balança, notei que o custo da convencional era mais caro e a diferença de comercialização entre as duas era muito pequena."
Em relação aos melhores preços da soja convencional no mercado, Sanches não concorda que haja tantos benefícios na hora de fechar o negócio. "Acho que não chega a R$ 5 de diferença. Além disso, não é fácil deixar a produção da convencional separada da transgênica."
No comparativo entre produtividade, o agricultor relembra que quando plantava a convencional colhia por volta de 110 sacas por alqueire. Com o transgênico atingiu 140 sacas. "Fui para os Estados Unidos há três anos e acredito que em pouco tempo a biotecnologia fará com que quase dobremos a produção de soja. Agora, estamos na expectativa da liberação da China para iniciarmos com a nova tecnologia lançada para a oleaginosa, que protege não apenas contra ervas daninhas, mas também das lagartas", completa. (V.L.)

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