Faças as contas
Mesmo ''reclamando'' dos custos com a rastreabilidade, se o pecuarista fizer as contas, avalia o zootecnista Fabiano Rosa, vai saber que vale a pena. Uma arroba rastreada vale em média R$ 61; sem rastrear o pecuarista pode receber R$ 59. Há frigoríficos que pagam bem menos.
O custo médio do rastreamento por animal é de R$ 4. Num animal de 16 arrobas, com o pagamento de R$ 2 a mais na arroba, o pecuarista ganharia R$ 32 a mais com um animal. Dos R$ 32 por arroba que recebeu a mais teria que descontar o custo (de R$ 4/animal) e sobraria R$ 28 por arroba.
Além de maior lucratividade o rastreamento, lembra o analista, é ferramenta essencial para consolidar a carne brasileira no mercado externo. A expectativa é fechar 2004 com 1,5 milhão de toneladas equivalente carcaça, 20% a mais do que foi vendido em 2003. Em volume a previsão é de US$ 2 bilhões, 30% a mais do que no ano passado.
Casos de vaca louca nos EUA e agora na Europa, além da seca na Austrália, deverão enxugar o mercado internacional de carne. Só não deve ser melhor para o Brasil por causa da aftosa que apareceu no Pará recentemente, o que afetou um pouco, segundo o analista, a imagem do país junto aos mercados asiáticos que eram os principais compradores dos americanos e depois da encefalopatia bovina estavam a procura de outros fornecedores.





