Faças as contas
Segundo o agrônomo Antônio Ledesma, num comparativo de custo diário por cabeça/dia, o produtor Elpídio Bozo gastava cerca de R$ 0,63 de silagem de milho por cabeça, o que foi reduzido para R$ 0,31 depois de adicionar o bagaço de laranja in natura na dieta do rebanho.
O custo da polpa úmida de laranja fica em média em R$ 0,20/cabeça/dia. Somados os atuais custos com silagem e bagaço de laranja dá um total de R$ 0,51, o que representa redução de quase 20% ou R$ 0,12 por cabeça/dia.
Uma das vantagens, avalia Elpídio Bozo, é que sua propriedade fica perto da fábrica de sucos e o custo do frete não inviabiliza a compra do resíduo.
A propriedade de Elpídio fica a apenas 40 km da indústria. Hoje o bagaço in natura tem um custo R$ 40 por viagem (um caminhão que carrega 14 mil kg do produto), mais R$ 90 pelo frete. No mês agosto, por exemplo, Elpídio chegou a comprar 8 caminhões do produto.
O gado de Elpídio é tratado até o pasto ''subir'', por volta do mês de novembro/dezembro e fica de janeiro até abril no pasto, quando as pastagens têm produção de massa verde. Normalmente em abril já inicia o trato no cocho para manter a produção e fazer uma boa cota de leite no inverno.
A safra de laranja vai até novembro e o produtor planeja estocar bagaço para um consumo de mais 60 dias depois desse período, justamente numa época em que estará fazendo a silagem e os animais deverão, então, comer pasto e bagaço.
Elpídio garante que até o momento não houve nenhuma reclamação sobre alguma alteração ocorrida no leite entregue na indústria quanto ao sabor, cor, acidez, ou outro problema.
Mesmo com a economia e os resultados, ele alerta que o pecuarista de leite, não pode, no entanto, deixar de fazer a silagem de milho. A cada ano o rebanho aumenta ou a média de produção se eleva e é preciso ampliar a oferta de alimentos. ''Mesmo com pasto adubado, calcareado e bem tratado, no inverno, é necessário ter a silagem para qualquer emergência.''





