Fábrica deverá atender 60% do mercado
A biofábrica de baculovírus da Cooperativa de Desenvolvimento Tecnológico (Coodetec), em Cascavel, é considerada a maior do mundo tanto em tamanho quanto em tecnologia de produção de lagartas. A capacidade produtiva, segundo o supervisor regional Edvaldo Gondo, de Londrina, é de até 800 mil lagartas/dia para a produção de 3,8 a 4 mil doses do inseticida biológico para o controle da lagarta da soja. ''Em um ano estaremos disponibilizando cerca de 1,5 milhão de doses''. A expectativa, revela, é atender 60% do mercado brasileiro de baculovírus. Gondo calcula que, no Paraná, o uso do baculovírus esteja em 20% da área plantada de soja. No Brasil o índice é de 2% a 3%.
A fábrica, segundo entomologista Braulio dos Santos, responsável pela produção, não exigiu muitos investimentos nem equipamentos sofisticados. ''Criamos um ambiente climatizado que simula boas condições da lavoura, permitindo o desenvolvimento da lagarta e a multiplicação do vírus'', afirma. A dieta balanceada, segundo ele, se assemelha à folha da soja. O vírus é inoculado nas lagartas através da ração, e provoca uma infeccção no inseto que o leva à morte. ''Aproveitamos a parte líquida da lagarta onde fica alojado o vírus'', explica.
O inseticida biológico nada mais é que um preparado de lagartas doentes moídas que irá contaminar a população de insetos presente na lavoura. Para a manutenção da colônia, são preservadas cerca de 3% da população de lagartas. Cada inseto produz em média, 800 ovos. (C.G.)





