Expotécnica terá unidade de monitoramento do trigo
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Reportagem Local 
O monitoramento de doenças na cultura do trigo pode reduzir o uso de fungicidas para o controle de oídio e ferrugem da folha para uma aplicação quando normalmente são feitas de duas a três aplicações na lavoura.
O manejo, que reduz também custos de produção, será um dos assuntos apresentados durante a 10 Expotécnica, que acontece nos dias 7 e 8 de agosto em Sabáudia (65 km ao oeste de Londrina).
Os agricultores poderão observar os resultados do monitoramento de pragas na unidade de observação de trigo, instalada desde 2001 no sítio São José, de Cláudio D'Agostini, da comunidade do km 21, pelo agrônomo Antônio Bodnar, extensionista da Emater Paraná de Arapongas (37 km a oeste de Londrina).
Segundo o agrônomo, a idéia do experimento surgiu depois que constatou que a maioria dos produtores de Sabáudia e Arapongas, que totalizam cultivo de 10 mil hectares de trigo, não adotavam critérios técnicos para controle das doenças, aplicação de fungicidas, entre outros manejos na lavoura.
O sítio São José foi escolhido pela posição estratégica na região, além de ser referencial pelo plantio direto na palha e pela realização anual da Expotécnica.
Parcerias com empresas públicas e privadas possibilitaram os insumos necessários para instalar canteiros onde foram plantadas 21 cultivares de trigo, incluindo as que são plantas pelos produtores da região. Com o monitoramento foi possível recomendar o uso de fungicida a partir de uma infestação de 15% a 20% de oídio e de 10% a 15% de ferrugem de folha na lavoura.
Em 2002, segundo ano do monitoramento, de acordo com o agrônomo, já foi possível obter resultados importantes: o não aparecimento das duas doenças em cinco cultivares; em duas delas as doenças apareceram, mas não houve necessidade de controle químico; e as 14 variedades restantes precisaram apenas de uma aplicação. O experimento está sendo repetido nesta safra.
Bodnar alerta que para reduzir o manejo é preciso que o agricultor monitore a lavoura, acompanhando a evolução das doenças e efetue o controle somente quando o problema atingir ''níveis de dano econômico, com a orientação de um agrônomo.''
Segundo o extensionista, a média de produtividade das lavouras daquela região é de 80 sacas por alqueire. Os custos, no entanto, ficam entre 55 e 60 sacas por alqueire. Como a comercialização é feita no final da safra, por preços mais baixos, a margem de lucratividade tem sido pequena. ''E pode cair ainda mais se a produtividade for baixa,'' avisa o agrônomo.
A alternativa, garante, para viabilizar a cultura e aumentar a rentabilidade, é tentar reduzir despesas, para chegar a um custo de produção de pelo menos 18 sacas por alqueire. A redução de custo pode se dar nas aplicações contra doenças, por exemplo, se houve um monitoramento.
Serviço: A Expotécnica é promoção da Secretaria de Agricultura do Paraná, Emater, Paraná 12 Meses, Embrapa, Iapar, Prefeitura de Sabáudia e Corol. Será realizada nos dias 7 e 8 de agosto, em Sabáudia. Informações no telefone: 43-252-1123.


