Exposição de Londrina pretende ser a maior da história
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Renon Junior<br>Reportagem Local 
Que tal uma picanha crua, com uma porção de soja e uma pitadinha de café, in natura? A mistura é o prato da vez pelos próximos 12 dias. O cardápio, em forma de cartaz, está em todas as esquinas. A montagem chama a atenção para a temática da Exposição deste ano - Brasil, líder mundial na produção de alimentos seguros e os alimentos representam o país, o estado e Londrina, respectivamente.
Esta é só a entrada. O prato principal começa a ser servido a partir de hoje com vários ingredientes. Os bovinos são o carro-chefe com 33 leilões, 31 julgamentos, mais de 4500 animais expostos em argola, 9 mil animais em currais, além de equinos, suínos, aves, ovinos, caprinos e avestruzes.
Como sobremesa, a feira também traz palestras técnicas, as novidades da indústria e comércio, shows musicais e parque de diversões. Para o público em geral, a organização do evento só exagerou em uma coisa: uma pitadinha de sal a mais no preço do ingresso. ''Já no ano passado o ingresso passaria a R$ 10 e seguramos em R$ 7, mas este ano não foi possível'', explica o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Edson Neme Ruiz.
Para não deixar ninguém ficar só na vontade, a SRP dá desconto na compra antecipada, R$ 8, e vende a entrada pela metade do preço hoje, amanhã, sexta e segunda feira. A expectativa é superar o número de 846.220 visitantes registrado em 2003.
O comandante dessa festa diz que quem for ao Parque Ney Braga vai presenciar inúmeras novidades. ''Hoje participar da Exposição de Londrina é ter contato com a maior vitrine do país. É uma importante troca de informações, onde produtores do Brasil e de fora adquirem conhecimento técnico e conhecem as últimas tendências em tecnologia para o campo. É um momento de ganhar conhecimento e de se confraternizar''.
Para ressaltar a importância do evento, Neme Ruiz volta ao passado: ''Há 10 anos, um touro Nelore campeão pesava 800 Kg. Hoje, vários animais ultrapassam 1000 Kg''. É o que estimula os produtores a inscrever mais e mais exemplares nos julgamentos. A raça Nelore, por exemplo, terá o dobro de juízes do ano passado. Desempenho na pista que pode levar ao faturamento imediato. ''Quem conseguir um título no julgamento tem meio caminho andado para ir bem nos leilões'', conclui.


