Exportações sobem 5% no primeiro semestre
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Mariana Fabre <br>Reportagem Local 
Neste primeiro semestre, as exportações do agronegócio paranaense somaram US$ 6,37 bilhões, o que representa um incremento de 5% em comparação aos seis primeiros meses de 2011, quando as comercializações somaram US$ 6,08 bilhões. Com a receita, o agronegócio continua sendo responsável por 72% do total de exportações do Estado e cerca de 14% dos embarques do setor no País. No total, as exportações paranaenses realizadas entre janeiro e junho deste ano geraram uma renda de US$ 8,84 bilhões, um aumento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando resultaram em US$ 8,22 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio (MDIC).
De acordo com o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Francisco Carlos Simioni, argumenta que uma conjuntura internacional favorável às commodities como soja, milho e café, contribuíram para o desempenho positivo do setor. O complexo de carnes, novamente liderado pela avicultura, também desempenhou papel importante para o crescimento das exportações paranaenses.
A estiagem nos Estados Unidos, que já resultou em redução de 15% na safra de milho e de 5% na produção de soja, pressionou os estoques internacionais dos grãos e fez os preços atingirem valores recordes. Esse fatos, aliado ao aumento do volume embarcado, é um dos principais causadores do saldo positivo da balança comercial. ''A seca que atingiu as lavouras de soja, a antecipação do plantio do milho de segunda safra, as taxas de câmbio favoráveis e a estiagem nos Estados Unidos foram determinantes para o cenário propício'', enumera Simioni.
O complexo soja continua liderando as vendas externas, com receita de US$ 3,23 bilhão nos seis primeiros meses do ano. As exportações de soja em grão cresceram 24% e atingiram volume recorde de 4,45 milhões de toneladas, totalizando US$ 2,21 bilhões em receita. O preço médio de exportação do grão foi de US$ 498,63 por tonelada. Já a comercialização de milho gerou receita de US$ 182 milhões e um volume de 704 mil toneladas. O complexo carnes ocupa o segundo lugar nas exportações do agronegócio estadual, com receita de US$ 1,19 bilhão no semestre. Somente as exportações de carne de frango somaram US$ 976 milhões, participando com 81% na geração de divisas do complexo.
Perspectivas
O chefe do Deral afirma que as expectativas para os próximos meses são boas, mas ainda dependem do clima. Segundo ele, cerca de 25% da próxima safra de soja já está comercializada, índice que costuma ser alcançado em setembro. ''Esse é um sinalizador bom de mercado'', comemora. Com base na comercialização dos insumos, Simioni afirma que, se as condições climáticas contribuírem, a tendência é de que na safra de verão a produção de soja aumente e a de milho apresente ligeira redução. Já no inverno, a estimativa é de crescimento da área cultivada com milho de segunda safra em detrimento da safra de trigo.
No caso do complexo de carnes, o quadro futuro é similar, motivado principalmente pelo aumento do consumo de proteína animal na China e no Japão. ''Os estoques de passagem estão relativamente ajustados'', explica Simioni. O chefe do Deral afirma, ainda, que as expectativas são boas em relação ao fim dos embargos russo e argentino à compra de carne brasileira. Caso as negociações avancem, a tendência é de que a atual sobra de produto no mercado interno se reverta em oferta equilibrada a partir de setembro, recuperando a rentabilidade ao produtor.



