Exportações são a novidade deste ano
Os debates em torno do trigo têm um novo componente este ano. O trigo brando, matéria-prima para a indústria de biscoitos, produzido no Rio Grande do Sul, foi exportado em quantidade relativamente grande para um país dependente de importações, como o Brasil.
Embora contemplem apenas um determinado tipo, as exportações não deixam de ser positivas, segundo analistas de mercado, porque enxugam os estoques que não estão sendo absorvidos pelas indústrias gaúchas e paulistas. Cerca de 80% das exportações são de trigo gaúcho, mas, indiretamente beneficiam o Estado do Paraná.
Até quarta-feira, o Brasil havia exportado 262,2 mil toneladas. Até março é provável que os embarques atinjam 600 mil toneladas, acima das previsões que ficavam entre 350 mil e 500 mil t. Projeção é de várias traders.
Outro fator de incentivo aos debates deste ano é a alavancagem na produção. O Brasil teve uma grande colheita, de 5,5 milhões de toneladas que, no entanto, está muito longe de igualar-se à demanda interna - quase o dobro.





