Exportações precisam de apoio
Aumentar a exportação de ovos também é considerada uma alternativa para ver o segmento crescer nos próximos anos. De fato, ainda é muito tímida a quantidade do produto brasileiro que chega à mesa dos consumidores de outros países. Dados da Ubabef mostram que de toda a produção brasileira, apenas 1%, ou 26,9 mil toneladas, é exportada. O mercado doméstico, consome, portanto, 1,906 milhão de toneladas (99%).
O Paraná, no período de um ano, exportou apenas 10 toneladas do produto, com uma representatividade de apenas 0,04% do montante total brasileiro. O estado que mais exporta é Minas Gerais (volume de 14.910 toneladas e participação de 55,5%), seguido do Rio Grande do Sul (10.544 toneladas/39,27%), Mato Grosso (842 toneladas/3,14%).
Para o presidente da Apavi, Arnaldo Cortez, não há dúvida que se surgirem mais oportunidades de exportação, a produção paranaense nas granjas pode sofrer um incremento de pelo menos 20% rapidamente. "Temos a obrigação de trazer os importadores para o Brasil, mostrar nossa linha de produção, a sanidade dos animais, a nossa mecanização. É desta forma que vamos incentivá-los a comprar", ressalta ele.
Cortez também faz questão de dizer que a sanidade das aves no Paraná é impecável. No Estado, apenas filiadas à entidade são cerca de 114 granjas, com o maior volume de produção localizado na região de Arapongas e Mandaguari. "O interessante aqui no Paraná é que há produção em diversas regiões, bem espaçadas. Em Bastos (interior de São Paulo, que possui enorme produção de ovos), o índice de doenças acaba sendo maior porque as granjas são próximas uma das outras", declara.
O presidente da Ubabef, Francisco Turra, relata que a entidade está trabalhando muito, participando de eventos em diversos países, levando informações sobre a carne de frango e também dos ovos brasileiros. "Vejo um caminho de exportação deste produto muito interessante". Turra relata ainda que a União Europeia já está aberta para o mercado de frangos e, para dar o mesmo destino aos ovos, falta apenas que o Programa Nacional de Resíduos de Controle de Contaminantes seja aprovado. "O programa está sendo avaliado e acreditamos que seja implementado ainda em 2013. Isso fará com que diversas portas sejam abertas", complementa. (V.L.)






