Brasília - As exportações brasileiras de frutas podem atingir, até 2018, US$ 1 bilhão, com crescimento anual médio de 3,5%, segundo informou, este mês, o presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, durante encontro com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins. Mesmo com as dificuldades conjunturais enfrentadas pela economia brasileira, disse Roberto Barcelos, as vendas externas de frutas apresentaram bom desempenho no ano passado: receita de US$ 735 milhões de toneladas e crescimento de 3,8% em comparação com 2014 (US$ 708 milhões).
João Martins destacou a relevância da parceria entre a CNA e a Abrafrutas, que comemora em março dois anos de existência. Para o presidente da associação, a atuação conjunta permitiu a valorizar e o fortalecer o segmento, com o trabalho adicional da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA. Um dos resultados mais importantes da parceria, afirmou Barcelos, foi o projeto de promoção das exportações de frutas firmado com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), com recursos no valor de R$ 4,2 milhões a serem aplicados no período 2014-2016, visando promover a abertura de novos mercados externos para a fruta brasileira.
Outra ação conjunta entre a CNA e Abrafrutas foi a criação do Programa Nacional de Combate a Mosca-das-frutas, lançado no ano passado. O objetivo estratégico é o de monitorar, controlar e erradicar as principais espécies de mosca-das-frutas que têm provocado sérios prejuízos ao produtor. No total, serão investidos, por meio do programa, R$ 128 milhões até 2018. Com esse investimento, a Abrafrutas espera aumentar a qualidade da fruta brasileira e, em consequência, estimular o consumo tanto interno quanto externo.

Controle de pragas
A CNA e Abrafrutas trabalham também na criação de um Centro de Controle Biológico da chamada Moscasul (Anastrepha Fraterculus). Os recursos financeiros necessários para o início do projeto já foram liberados pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, órgão subordinado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O centro de controle biológico iniciou suas atividades sob a coordenação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Uva e Vinho.
Em documento entregue pelo presidente da Abrafrutas ao presidente da CNA, foi destacada ainda a parceria com a confederação no encaminhamento de soluções para a crise hídrica ocorrida no Vale do São Francisco, onde a falta de chuvas ameaçou inviabilizar a produção de frutas na área. A solução foi encontrada com a participação do Ministério da Integração a partir do uso de bombas flutuantes que bombearam água do meio do reservatório até as estações de bombeamento dos perímetros.
Outra ação importante foi o lançamento da marca "Frutas do Brasil – Gifted by the Sun", marca setorial da Abrafrutas voltada para o mercado externo. A Abrafrutas e a CNA conseguiram, quando da renovação do Sistema Geral de Preferência (SGP) com os Estados Unidos, a manutenção das frutas frescas brasileiras entre os produtos beneficiados. Em consequência dessa ação, houve redução tarifária para as exportações brasileiras de melão, papaya, manga, citrus e limão para aquele país.

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