No primeiro semestre deste ano as exportações de carne bovina in natura cresceram 68,08% em comparação com igual período de 2002, com embarques de 295.894 toneladas, contra 176.045 toneladas dos primeiros seis meses do ano passado. Em receita, o aumento foi de 37,64%, com faturamento de US$ 480 milhões contra US$ 348,7 milhões. Os dados são do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, atribui o crescimento das exportações aos investimentos feitos nos últimos anos na sanidade do rebanho e na promoção comercial do produto brasileiro.
Segundo Rodrigues, a carne bovina brasileira ganha cada vez mais espaço no mercado internacional, também em função da qualidade. Esses fatores, ainda segundo o Ministro, têm colocado o país entre os principais fornecedores de carne bovina do mundo.
Dono do maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 183 milhões de cabeças, o Brasil tem mais de 80% de seu gado em áreas livres de febre aftosa com vacinação. Além disso, o País também é livre do mal da vaca louca, sendo classificado pelo Comitê Veterinário da União Européia como área de risco ''desprezível'' para a doença.
No mapa de exportações de carne bovina in natura, aparecem alguns dos novos mercados conquistados pelo Brasil. Entre eles, a Rússia, para onde os embarques aumentaram 328,54% no primeiro semestre em relação a igual período de 2002.
As vendas para a Rússia, segundo dados do MAPA, saltaram de 7.330 toneladas no ano passado para 31.412 nos primeiros seis meses deste ano. Também houve registro de aumento nas exportações para o Egito: de 9.578 toneladas no primeiro semestre de 2002 para 40.886 toneladas nos primeiros seis meses de 2003, apontando crescimento de 326,87%.
As vendas para o Líbano cresceram 160%, com embarque de 4.753 toneladas no primeiro semestre do ano, contra 1.824 toneladas do mesmo período de 2002. Outra surpresa foi a venda para as Filipinas com crescimento de 115,09% nas exportações. No primeiro semestre do ano, o Brasil embarcou 12.641 toneladas de carne bovina in natura para aquele mercado, contra 5.877 toneladas de igual período de 2002.
A Scot Consultoria estima que, ao final do ano, o faturamento deve se aproximar de US$ 1,30 bilhão, referente às vendas de cerca de 1,2 milhão de toneladas em equivalente carcaça.
O bom desempenho das exportações, considera Fabiano Rosa, da Scot, é o principal fator responsável pela firmeza dos preços do gado gordo no Brasil.

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