A nuvem negra que paira sobre a economia brasileira com a deflação dos últimos meses está longe de atingir a produção avícola do Paraná. Mais de 70 milhões de cabeças de frango estão sendo abatidas por mês e, grande parte, embarcado para o exterior. ''Somos um oásis no meio da recessão'', afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins.
Vender para o exterior evita que os frangos fiquem encalhados nos balcões frigoríficos dos supermercados brasileiros. No total, as exportações brasileiras de frango somaram US$ 918,2 milhões entre janeiro e julho, 30% maiores do que o resultado do mesmo período de 2002. ''A avicultura paranaense também contribuiu para o superávit da balança comercial brasileira'', considera o presidente da Sindiavipar.
Cerca de 22% da produção avícola do Estado está destinada ao mercado externo. No total, os embarques do frango brasileiro foram de 1,068 milhão de toneladas (40% maiores), conforme dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef).
Hoje, segundo Martins, o frango está mais barato para o consumidor do que no início do Plano Real, em 1994, quando tinha o preço ostensivamente propagado pelo governo Fernando Henrique Cardoso a US$ 1,00. O quilo do frango, hoje, de acordo com Martins, está na faixa de US$ 0,62 ou seja 1/4 de dólar.
Segundo o presidente da Sindiavipar, o quilo de frango sai das indústrias paranaenses ao custo médio de R$ 1,80 a R$ 1,83 (preço FOB). A estimativa do sindicato é de haja um crescimento de 12% nas exportações até o final do ano e que o mesmo percentual seja alcançado no mercado interno. G.K.

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