Exportação, um fôlego bem-vindo para 2016
Se por um lado os bons preços da arroba do boi gordo estão ligados diretamente à diminuição de oferta de animais, por outro a elevação do preço da carne vermelha tem assustado o consumidor, que "migra" para outras carnes, principalmente suína e frango. Entretanto, a valorização do dólar atrai o mercado externo e os ótimos números de exportação devem continuar dando fôlego para a bovinocultura de corte paranaense em 2016.
Entre janeiro e outubro, o Estado exportou 17,3 mil toneladas de carne bovina, o que representa US$ 56,8 milhões. Em todo ano passado, foram 24,5 mil toneladas, com um montante total de 92,6 milhões. O médico veterinário do Deral, Fábio Mezzadri, comenta inclusive que a pouca oferta do produto chegou até a prejudicar as exportações deste ano. "Por outro lado, o mercado da Arábia Saudita foi aberto novamente e deve auxiliar nos embarques efetivos do ano que vem. Com a diminuição do consumo interno, sem dúvida o "pulo do gato" é aumentar as exportações. O pecuarista está interessando agora em manter as matrizes e fazer a reposição do rebanho", complementa.
O Presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faep, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, relata que a exportação é bem importante neste momento, "não apenas para desovar parte da produção, mas porque o País é extremamente competitivo no mercado de carnes, de forma geral". "O Paraná tem trabalhado a parte sanitária e ganhado alguns mercados não tão exigentes, mas aumentamos nossa participação na Rússia e Oriente Médio, por exemplo. Ao médio prazo, temos que conseguir um quesito sanitário mais forte e brigar por preços melhores em países como os Estados Unidos, na qual teríamos um maior valor agregado nos produtos".
Se o dólar fomenta as exportações, ao mesmo tempo atrapalha nos custos de produção, principalmente quando se trata do sistema de confinamento, com gastos com sal mineral, além de insumos químicos e medicamentos, todos importados e dolarizados. "Mesmo assim, a rentabilidade voltou a aparecer", pondera Botelho. Mezzadri concorda com o presidente da comissão da Faep. "O sal mineral e os medicamentos estão caros, mas está sendo possível cobrir os gastos".
Entre os principais compradores de carne bovina do País, estão a China, União Europeia, Egito, Venezuela, Hong Kong, Rússia, Chile, Irã, Estados Unidos e Israel. (V.L.)





