Exportação e mercado interno devem crescer
Se o mercado interno está aquecido, com o produtor tendo boa rentabilidade entre 2013 e 2014, o bom momento também atingirá as exportações. Em 2013, o faturamento paranaense cresceu 6,8%, chegando a US$ 2,1 bilhões, enquanto a média nacional ficou em elevação de 2,7%. Em relação ao volume, o Estado cresceu de forma mais moderada (1,5%), enquanto o País viu queda de 1,2% nas exportações no ano passado (veja o quadro).
E 2014 começou com um ritmo bem acelerado. Dados de janeiro divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que o faturamento das exportações cresceu 10% em relação ao ano anterior, com US$ 164,8 milhões faturados contra US$ 149,7 milhões em 2013. O volume apresentou crescimento de 16%, com o registro de 94 mil toneladas ante às 80,7 mil toneladas exportados em janeiro do ano passado. "Nossa expectativa é elevar as exportações em pelo menos 6% no Estado esse ano", projeta o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.
O presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, espera a abertura de novos mercados para este ano, como do México - que pode abrir as portas também para os Estados Unidos -, Paquistão e Malásia, o que deve fazer a exportação nacional crescer de 2% a 2,5%.
Atualmente, o País tem boa fatia no mercado do Oriente Médio, além de Hong Kong, Japão, China e União Europeia. "O nosso otimismo está ligado ao aumento de plantas habilitadas para vendas da China, recuperação das vendas para a Venezuela e o ingresso do Paquistão", exemplifica Turra, que também acredita num aquecimento do mercado interno diante dos grandes eventos esportivos internacionais.
De uns anos para cá, segundo Turra, a entidade tem trabalhado em recuperar o consumo interno per capita de frango, que caiu de 45 quilos/habitante/ano para 42 quilos/habitante/ano. "A inflação dos alimentos, em torno de 9%, influenciou nessa queda, além do grau de endividamento das famílias. De qualquer forma, esperamos recuperar tal consumo e, consequentemente, a produção", explica o presidente da Ubabef. (V.L.)






