A demanda pela carne de coelho, segundo o presidente da cooperativa, Dirceu Alves do Carmo, é maior em países europeus. ''A carne do coelho tem consumo garatido na Bélgica, França e Espanha'', afirma. Mas a expansão nas venda do produto brasileiro esbarra na falta de uma legislação nacional específica para o abate dos coelhos.
Para atender o mercado interno, o setor se utiliza de uma ''adaptação promovida na lei de abate de frangos'', informa Dirceu. Os criadores esperam reverter esse impasse, em breve, com a criação dessa legislação. A cooperativa pretende instalar no município um frigorífico habilitado para esse serviço.
Atualmente as vendas para o Carrefour correspondem a um volume mensal de dois mil quilos de carne por mês, cerca de 500 quilos por semana. A rede de supermercados paga R$ 12,50 por quilo (kg) de coelho entregue. Nas despesas de abate e logística de distribuição, a cooperativa gasta R$ 6,50/kg. Nessa conta sobram R$ 6,00 de onde saem as despesas da produção e o lucro dos criadores.
Dirceu do Carmo afirma que os produtores de Agudos do Sul são altamente competitivos em preço e qualidade. Mas eles perdem nos elevados custos de abate e logística. Como não há um local de abate próximo ao município, a cooperativa está enviando os coelhos para abate em Salto do Pirapora (SP), a 150 quilômetros da grande São Paulo.
O caminhão da cooperativa recolhe os animais toda semana nas propriedades e os transporta para o frigorífico. Além do abate o estabelecimento cuida da embalagem da carne em porções já definidas, que, depois, são enviadas à central de distribuição do Carrefour, também em São Paulo. A mercadoria é dividida para as lojas da rede, mas o volume maior fica mesmo em São Paulo, principal mercado consumidor. (V.C.)

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