O Brasil fechou 2006 com US$ 29,63 milhões em divisas referentes à exportação de flores e plantas ornamentais. Isso representa um crescimento de 15,06% em relação aos recursos obtidos com a exportação desses produtos no ano de 2005, quando o país comercializou US$ 25,75 milhões no exterior.
  O levantamento foi feito pelo engenheiro agrônomo Antônio Hélio Junqueira e pela economista Márcia Peetz, diretores da Hórtica Consultoria e Treinamento, de São Paulo, com base em dados do sistema Alice-Web da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Os dados coletados mostram que as exportações brasileiras, em dezembro de 2006, somaram US$ 2,2 milhões, superando em 7,03% as vendas externas realizadas no mesmo mês de 2005.
  Na avaliação da balança comercial da floricultura nacional, o desempenho registrado também foi favorável. De janeiro a dezembro de 2006, o país acumulou um saldo de US$ 21,09 milhões. Em relação aos números de 2005, isso representa uma estabilidade no volume de insumos importados pelo setor, que continuou na faixa dos 29% em relação aos valores exportados.
  Na análise feita por segmentos exportados, o de ‘‘Mudas e Plantas’’ continua sendo o que mais se destaca. No período de janeiro a dezembro de 2006, o segmento respondeu por 45,48% do total de vendas para o exterior, mantendo-se próximo da média apurada nos últimos três anos, que foi de 48,02%.
  Em recursos, o segmento de ‘‘Mudas e Plantas’’ alcançou vendas externas de US$ 13,476 milhões em todo o ano de 2006, o que representou um crescimento de 12,58% sobre o ano de 2005. Os maiores importadores desse segmento foram a Holanda (42,65%), seguida pelos Estados Unidos (18,85%), Itália (17,52%), Japão (7,94%), Bélgica (5,19%) e Espanha (3,30%), além de outros 15 países.
  O segmento de ‘‘Bulbos, Tubérculos, Rizomas e Similares’’ continuou em segundo lugar no ranking brasileiro. Em 2006, representou 34,32% do total das exportações, superando a média acumulada nos últimos três anos, que foi de 24,38%. Em recursos, as vendas internacionais desse segmento representaram US$ 10,169 milhões, um crescimento significativo de 50,89% sobre o ano anterior.
  Os principais mercados para o segmento de ‘‘Bulbos, Tubérculos, Rizomas e Similares’’ foram: Holanda (79,33%), Estados Unidos (15,32%), além de México, Canadá, Uruguai, Chile,
Japão.
  ‘‘Flores e Botões Frescos para Buquês e Ornamentações’’, teve participação de 10,43% nas vendas externas de 2006, o que representou recursos de US$ 3,092 milhões. Os maiores volumes embarcados nesse segmento seguiram para os Estados Unidos (79,44%), Suíça (4,93%), Portugal (4,28%), Canadá (2,97%), Holanda (2,34%), Argentina (1,69%), além de outros dez países compradores. ‘‘Nesse grupo, destacaram-se flores de clima temperado e subtropical, como as rosas exportadas para Holanda, Estados Unidos e Portugal’’, informa Antônio Hélio.
  Já o segmento de ‘‘Folhagens e Ramos Cortados Frescos’’ apresentou crescimento de 328,11% em relação a 2005, somando vendas em 2006 de US$ 1,682 milhão. No entanto, argumenta o diretor da Hórtica, esses números precisam ser avaliados com cuidado, já que até 2005 o desempenho desse grupo era dos mais modestos, ficando em US$ 392,8 mil. ‘‘Ainda é necessário mais tempo para se avaliar melhor as causas dessa expansão’’, assinala o pesquisador. ‘‘Mas é certo que o potencial brasileiro nessa área é grande, em função da riqueza natural da flora nacional’’, acrescenta.

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