A Expoingá 2001, que terminou no último final de semana em Maringá, se consolida como a segunda feira agropecuária do Paraná, atrás apenas da Expo Londrina. A expectativa em torno da participação e negociação de gado se concretizou. ‘‘A pecuária foi o grande destaque da Expoingá, e já esperamos uma participação ainda maior para o próximo ano’’, diz o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Neri Fabre.
Mesmo com o tempo fechado durante o meio da semana, mais de 6 mil animais passaram pelo Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. ‘‘O número de animais surpreendeu e tivemos que fazer a programação de raças em duas etapas’’, lembra Fabre. Mais de 90% dos cerca de 5 mil bovinos e equinos levados a leilão foram comercializados. Apenas nos leilões o movimento superou os R$ 1,5 milhão.
Os animais que não foram arrematados, explica o zootecnista da SRM, Jucival Pereira de Sá, não estavam dentro do padrão dos exigentes pecuaristas. ‘‘Que estão cada vez mais profissionais’’, diz.
Os destaques entre as raças, segundo o zootecnista, foram o blonde d’aquitane, que foi a novidade da Expoingá, e o nelore, que voltou à exposição. O blonde foi a ‘‘novidade’’ que agradou os pecuaristas que visitaram a feira, e deve ganhar espaço na região. O nelore teve todos os 35 animais colocados a venda comercializados a preços considerados bons. Na média cada um saiu por R$ 3 mil. ‘‘Os criadores estão até animados para formar um núcleo de nelore na região’’, revela.
O presidente da Sociedade Rural lembra que o sucesso da feira já garantiu um crescimento da mostra para o próximo ano. ‘‘Criadores de algumas raças que estão fora da Expoingá já reservaram a participação para o ano que vem’’, comemora. Um dos núcleos é o de marchigiana, que nunca participou da exposição de Maringá. Na área de maquinários, segundo Fabre, os expositores saíram animados.
Ele lembra que a maior parte dos negócios com máquinas e equipamentos é fechado sempre depois da feira. ‘‘Os expositores gostaram do movimento, e grande parte já reservou espaço para o próximo ano’’, revela. O público em torno de 500 mil visitantes, mesmo número do ano passado, ficou um pouco abaixo do esperado pelos organizadores. Segundo Fabre o tempo chuvoso durante a semana atrapalhou.

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