A Expoingá 2001, que começou na última quarta-feira em Maringá e prossegue até dia 20, tem a proposta de ser a maior feira agropecuária já realizada na região, atraindo um público superior a 500 mil pessoas e movimentando pelo menos R$ 60 milhões. Os organizadores trabalharam um ano, e apostam que o momento é propício para o setor. ‘‘Acabamos de colher uma safra recorde e o momento é um dos melhores para a pecuária do Paranᒒ, diz o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Néri Fabre.
‘‘Vamos ter no parque as raças mais criadas no País, com a participação de alguns dos melhores criadores da região’’, diz o zootecnista da SRM, Jucival Pereira de Sá. O destaque, segundo ele, fica para o blonde d’aquitaine, que terá uma etapa do ranking nacional. A intenção da SRM é de incentivar a raça na região. ‘‘O blonde é uma raça diferente das tradicionais criadas na região, e chama atenção dos pecuaristas que procuram opção para ampliar o plantel’’, explica.
Este ano cresceu a participação de animais na exposição, que está reunindo um total de 6 mil exemplares, contra 4.200 no ano passado. No caso dos bovinos esse crescimento foi expressivo. Em 2000 a Expoingá reuniu 3 mil bovinos e este ano são quase 5 mil cabeças de diversas raças.
Dois turnos Os 6 mil animais que vão passar pelo Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro nos 12 dias de feira, foram divididos em dois turnos. Até a próxima segunda-feira estarão expostos, em julgamento e leilão bovinos das raças holandesa, simental, blonde d’aquitaine e equinos quarto-de-milha e paint horse. Na terça-feira, dia 15 de maio, entram os bovinos das raças nelore, charolês, pardo suíço, limousin, aberdeen angus, caracu, guzerá, tabapuã e equinos mangalarga e appaloosa.
ComercializaçãoA grande expectativa, no entanto, é com a comercialização de gado de corte. São quatro leilões de gado geral com mais de 4 mil animais com garantia de origem. ‘‘A Sociedade Rural sempre primou pela qualidade dos animais colocados à venda em leilões que organiza’’, diz Néri Fabre. No total serão realizados 10 leilões. ‘‘Queremos movimentar em torno de R$ 2 milhões apenas nos negócios com gado e equinos’’, prevê Fabre. Os equinos, que sempre tiveram grande participação na Expoingá, devem manter a tradição.
Segundo o juiz João Quadros, da Associação Nacional dos Criadores de Mangalarga, a exposição de Maringá é importante para os equinos pela presença de animais e a movimentação de criadores. ‘‘Esperamos repetir este ano o desempenho da raça no ano passado’’, explica. Os criadores de mangalarga devem levar pelo menos 100 animais de alta linhagem para a exposição. Os equinos participam de dois leilões na Expoingá.
João Quadros revela que depois de um período de retração, os cavalos voltam a ter um bom mercado. ‘‘O criador se profissionalizou e quem procura cavalo de trabalho sabe a importância das raças adequadas’’, explica. Ele lembra ainda que, além de animais para lida e esporte, existe uma demanda crescente para o cavalo no turismo rural ou para o lazer. ‘‘São pessoas que procuram uma alternativa de lazer nos finais de semana e investem em animais dóceis, mansos e cômodos’’.
Gado de leiteO torneio leiteiro nacional, com criadores de várias regiões do País, também trará novidades. Durante o evento será realizado um torneio por aproximação. ‘‘Será uma oportunidade dos criadores conhecerem melhor o comportamento e o desempenho de seus animais’’, explica Jucival de Sá. Cada animal tem que produzir uma quantidade limitada pelos juízes. Os que mantiverem uma média mais próxima do limite vencem a competição.
O zootecnista da SRM explica que durante o torneio, o criador vai aprendendo como melhorar o manejo do animal e qual a melhor alimentação. ‘‘Conforme o desempenho ele vai conhecer o potencial de cada exemplar.’’
Avestruz e pequenos animaisOs criadores de avestruz também participam da feira. São cerca de 50 animais de três pecuaristas que pretendem mostrar as vantagens da criação. ‘‘Como alternativa de diversificação à pecuária o avestruz vem ganhando espaço’’, observa Sá.
Os visitantes poderão conhecer também todos os pequenos animais criados na zona rural ou mesmo na cidade, em apartamentos. ‘‘Do hamster ao suíno de raça, teremos as mais variadas espécies para apreciação e venda’’, diz. Os suínos e ovinos, que sempre ocupam grande espaço na exposição, também serão ofertados em leilão no sábado, dia 19 de maio, a partir das 15 horas no recinto de exposição de cada raça.
AgriculturaNa área agrícola, a Expoingá vai apresentar as alternativas de diversificação. A ‘‘fazendinha’’ como é chamado o modelo de propriedade rural, montado todos os anos pela Emater, terá principalmente as lavouras alternativas. São variedades de frutas, legumes e plantas medicinais que vão bem no clima da região e têm mercado garantido.
Para as pequenas propriedades, modelos de indústria caseira de transformação da produção primária, que vai garantir uma renda extra ao agricultor. A ‘‘feira de sabores’’ é um dos programas do Estado para incentivar a melhoria da renda do pequeno agricultor.

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