O atual momento da economia brasileira, com custos altos e margens menores, desafia os produtores rurais a buscarem alternativas rápidas e concretas. No setor leiteiro, a constante procura por maior produtividade justifica os investimentos em melhoramento genético, eficiência na gestão e otimização da estrutura da propriedade. Soluções como essas são o principal atrativo para os visitantes da ExpoFrísia 2016, que ocorrerá entre 27 e 29 de abril em Carambeí, nos Campos Gerais, região que é referência nacional em produção de leite.
"Como a situação da porteira para fora depende muito da movimentação do mercado, o produtor deve se atentar ao controle de custos e ao aumento da produtividade na propriedade", afirma Jefferson Pagno, gerente de pecuária de leite da Frísia Cooperativa Agroindustrial. Nesse sentido, a ExpoFrísia 2016 apresentará informações e tecnologias ao produtor, com novidades trazidas pelos expositores, pela realização de palestras técnicas e intercâmbio de conhecimento entre os participantes.
A feira é promovida pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, uma das mais tradicionais cooperativas do País, situada nos Campos Gerais, onde a produção leiteira se mantém altamente competitiva. "Durante a exposição, os produtores da região trocam experiências. Isso faz com que um auxilie o outro a se aprimorar", explica Pagno.

Gestão integrada
Outro ponto que auxilia o produtor a alcançar a eficiência desejada, e poderá ser conferido na ExpoFrísia 2016, é o sistema de gestão integrada, baseado em conceitos consolidados em indústrias do mundo inteiro e adaptados para a realidade do produtor de gado de leite. Esse sistema tem como princípio gerenciar a fazenda como uma empresa e garantir o sucesso pessoal e profissional dos administradores.
O produtor Cornélio Jacob Aardoom possui uma propriedade de 82 hectares em Tibagi, com 235 animais - entre os quais 120 vacas em fase de lactação. Para ele, a feira ajuda a melhorar o plantel, aperfeiçoar a genética e a se posicionar no mercado. "É uma oportunidade para compararmos o nosso rebanho com os de outros produtores e conferir como podemos nos aperfeiçoar", explica.
O bom material encontrado no gado de Aardoom – que apresenta uma produção média por vaca de 30 litros de leite por dia, com bons índices de proteína, gordura e células somáticas – é resultado de sua interação com cooperados e com a equipe técnica da Frísia. "A pessoa não se cria sozinha, é fundamental a troca de experiências", comenta o produtor.
Sérgio Chuber também acredita que a comunicação entre os proprietários resulta no fortalecimento do gado leiteiro da região. Em uma propriedade de 3,4 hectares (onde 2,4 hectares são utilizados para pastagem e o restante para produção de silagem de milho), em Prudentópolis, são criados 28 animais da raça holandesa, dos quais 12 estão em período de lactação. "Sempre investi em genética. Se eu não tivesse animais de qualidade, não conseguiria obter bons números e me manter", explica. Em 2015, o produtor, que utiliza o método semiconfinado, entregou para a Frísia o volume de 95.222 litros de leite, atingindo média de produtividade semelhante à de animais criados em confinamento, de 35 litros diários por cabeça.

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