Experiência bem sucedida anima produtores
A associação de produtores para organizar o processo de comercialização de ovinos é uma experiência que tem rendido bons resultados na Cooperativa Castrolanda, em Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa). Implantado há oito meses, o Programa de Estruturação da Cadeia Produtiva de Ovinos da cooperativa reúne 25 associados que totalizam a criação de 2,6 mil matrizes.
O médico-veterinário Tarcísio Nicolau Bartmeyer, coordenador do projeto, explicou que, na região, o investimento na ovinocultura é uma proposta de diversificação de propriedades cuja atividade principal é a agricultura. ''Todos eles já criavam ovelhas, mas não tinham acesso à tecnologia e assistência técnica. Além disso, o abate era feito sem inspeção'', contou.
A comercialização informal era outro problema que inviabilizava a atividade. ''Sem oferta constante e padrão de qualidade, o preço oscilava muito. Os produtores não tinham segurança para investir na atividade'', completou.
Hoje, a conjuntura está diferente. Com assistência técnica e abate inspecionado em frigorífico, os produtores estão desenvolvendo o mercado. Além disso, a cooperativa oferece o preço mínimo de R$ 3,50 por quilo de animal vivo, valor suficiente para cobrir os custos de produção. ''E o recebimento é garantido'', lembra o técnico.
Criador de ovinos há dois anos, o cooperado da Castrolanda Elt Jan possui 200 fêmeas em 5 hectares (ha) da propriedade de 150 ha, onde cultiva feijão, soja e milho. Para ele, a maior vantagem da criação é a receita mensal proporcionada pelo abate de 10 a 12 animais a cada 30 dias. ''Na agricultura, a receita entra uma vez por ano, apesar das despesas serem mensais'', comparou.
Integrante do grupo de ovinocultura, ele afirmou que a comercialização em grupo proporcionada pela cooperativa facilita os negócios. ''Nos preocupamos em produzir e a cooperativa vende. Não dependemos mais de demandas individuais.'' (C.A.)





