Eder Ilson Morador, coordenador técnico da unidade da Cooperativa Integrada de Ubiratã (Centro-Oeste), ajuda no monitoramento de uma área de atuação da cooperativa de 25 mil hectares. Se o tempo permitir, ele acredita que até o final do mês seja encerrada a colheita. Até o momento, 50% da área plantada com milho já está colhida na região. Até agora, Morador contabiliza na região um índice de produto avariado que varia de 7% a 10%. "A qualidade dos grãos foi um pouco comprometida, mas a produtividade deverá ser boa", completa o coordenador técnico.
A produtividade na região, segundo ele, deve manter-se na casa das 90 sacas por hectare, mesmo índice registrado na safra anterior. "Nossa expectativa era de produzir mais do que isso, mas o clima não nos ajudou", lamenta Morador. O coordenador completa que, devido à má qualidade de alguns talhões, têm ocorrido descontos no pagamento dos produtores. "A tendência é de que a qualidade do produto seja mais baixa neste ano", enfatiza.
O produtor de Ubiratã, Osmar João Bertoli Junior, plantou nesta segunda safra 192 hectares de milho, esperando colher em torno de 95 sacas por hectare. Ele completa que já tem percebido grãos ardidos (verde), o que gerará desconto na hora que for entregar o produto para a cooperativa. Bertoli estima que a sua perda chega a 8%. Ele justifica esse percentual sobretudo pela alta incidência de percevejos e doenças que atingiram a sua lavoura.
Em Doutor Camargo (Norte), o produtor Otávio Dalago contabiliza 30% de perdas na qualidade do safrinha devido a ação da chuva. Em plena colheita na área de 300 hectares dedicados ao milho, o produtor reclama ainda dos baixos preços obtidos pela cultura. "No ano passado vendi milho a R$ 27 a saca, este ano estão pagando R$ 18. Com a perda na produção, o produtor e quem vai pagar a conta", lamenta.
Irineu Baptista, coordenador técnico da Cooperativa Integrada, espera que a cooperativa receba em todas as suas regionais, mais de 800 mil toneladas de milho, contra 670 mil toneladas da safra passada. Segundo ele, esse incremento na produção é reflexo, principalmente, da elevação de 15% na área plantada. Ao todo, a área total de abrangência da cooperativa somou 240 mil hectares plantados com o grão nesta segunda safra. Segundo Irineu, em algumas regiões já são encontradas doenças de espiga, mas que são casos isolados. (R.M.)

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