As verbas do Pronaf Café vêm em boa hora, na opinião dos técnicos ligados à cultura. ''A última linha de financiamento veio em 1992, para a implantação do sistema de plantio de café adensado'', recorda o agrônomo Romeu Gair, da Emater de Londrina. Depois da geada de 2000 e os baixos preços da bebida neste período, promoveram uma acelerada erradicação da cultura, pondo em risco até mesmo a estruturação da cadeia no estado.
Atualmente a área de café no Paraná, conforme informações da Câmara Setorial, é de 106.700 ha. As lavouras em produção atingem pouco mais de 100 mil hectares. ''O restante corresponde a cafezais novos ou que passaram por poda e não terão colheita'', informa Paulo Franzini, coordenador regional da cultura pela Seab. A pretensão da secretaria é que o café ocupe 140 mil hectares até 2010.
Franzini lembra que, além da necessidade de produtores com tradição na cultura, as propriedades devem estar nas áreas com potencialidade para o café, conforme determina o mapa de zoneamento agrícola.
Romeu Gair, da Emater, lembra que nas ações de capacitação participam técnicos e produtores. O primeiro treinamento, oferecido pelo Iapar, ocorreu no final do mês passado, com a participação de 50 agrônomos da Emater e de cooperativas. Estão programados mais quatro treinamentos para técnicos, abrangendo as regiões Norte, Norte Pioneiro, Noroeste e Sudoeste. Os participantes destes treinamentos atuam como multiplicadores para outros técnicos e na sequência para produtores.
Paulo Franzini comenta que o plano deve promover uma nova demanda de mudas de café, que o estado ainda não dispõe. Mas ele destaca que há tempo para isso, já que os recursos estão disponíveis por quatro anos. ''O café colhido este ano deve ser utilizado na produção da mudas'', prevê. (C.G.)

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