A avestruz, ave do grupo das ratitas, originária da África, começou a ser criada na África do Sul, no século passado. Pelo seu grande potencial econômico, a criação rapidamente se expandiu para outros países, como Austrália, Estados Unidos, Israel, Canadá, Itália e França.
No Brasil, a criação comercial do avestruz foi iniciada em 1995 e vem crescendo sistematicamente, gerando um grande interesse pelos seus principais produtos: carne, couro e plumas. Uma atividade que movimenta, mundialmente, cerca de US$400 milhões por ano.
O número de avestruzes criados no mundo ultrapassa os 500 mil. No Brasil, mais de 20 criadores têm no total 1000 animais. Cada ave chega ao peso apropriado para abate (100/120kg) em um ano, gerando 30 kg de carne, 1,2 mg de couro e 1,5 kg de penas. Os produtos são muito bem aceitos. A carne, vermelha e com baixos teores de colesterol, é parecida ao filé mignon em gosto e maciez. O couro lembra pelica e pode ser utilizado da mesma forma. As plumas, são utilizadas em fantasias e espanadores. O Brasil, por exemplo, é um dos maiores importadores de plumas da África do Sul.
Em outubro de 1996 foi criada em São Paulo a Associação dos Criadores de Avestruz do Brasil. A entidade, com caráter nacional, tem entre seus objetivos a prestação de serviços que possam contribuir para o fomento e a racionalização da estrutiocultura, bem como a defesa das atividades econômicas a ela relacionadas.A Associação, com caráter nacional, é a primeira a ser constituída no Brasil e pretende promover e racionalizar a criação de avestruzes no País.
A Associação terá duas linhas básicas de trabalho: uma voltada aos associados, com a troca de informações e assessoria na produção das aves e dos produtos derivados dentro e fora do país, e outra destinada ao mercado, divulgando a criação e promovendo a utilização dos produtos. (C.C.)

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